MENSAGEM DO BISPO DO FUNCHAL, D. NUNO BRÁS

Caros diocesanos

Esta tarde, por volta das 15h00, no Eremitério de Maria Serena, em Gaula, depois de uma prolongada doença, o Senhor D. Maurílio de Gouveia faleceu na paz de Jesus.

D. Maurílio, Arcebispo emérito de Évora, era natural do Funchal e foi ordenado sacerdote em 4 de Junho de 1955. Em 13 de Janeiro de 1974 foi ordenado Bispo Auxiliar de Lisboa, na nossa Catedral. Foi, depois, Arcebispo de Évora (1981-2007).

Tive oportunidade de visitar várias vezes o Senhor D. Maurílio durante a sua doença, e pude receber o seu testemunho cristão de serenidade e entrega total nas mãos de Deus.

Dizia num dos seus últimos escritos, "Rumo ao Céu": "é uma atitude de lucidez e de esperança. Deus criou-nos por amor infinito para uma eternidade feliz. O Céu é um dom da misericórdia de Jesus".

S. José, Patrono da Igreja, homem do silêncio e da fé, quis conduzi-lo até ao Pai, até ao Céu.

Rezemos por este nosso irmão Arcebispo, e peçamos ao Senhor que o acolha na sua misericórdia, na eternidade feliz que ele anunciou e na qual sempre esperou.

+ Nuno, Bispo do Funchal


Presidente da República manifesta o seu pesar pelo falecimento de D. Maurílio de Gouveia

"Ao tomar conhecimento do falecimento do Senhor D. Maurílio de Gouveia, arcebispo emérito de Évora, exprimo as minhas sinceras condolências à sua Família, à Igreja portuguesa e, muito em particular, aos que tiveram o privilégio de o conhecer.

Através da sua voz ponderada e experiente, da sua inteligência discreta mas penetrante, a presença de D. Maurílio fez-se sentir na sociedade portuguesa em alguns momentos decisivos da sua História recente, trazendo-lhe a marca de uma religiosidade profunda e amadurecida, de um conhecimento solidário e próximo de todos quantos buscam na mensagem evangélica uma fonte de apoio moral e espiritual.

Nesta hora de dor para a Igreja portuguesa, a esperança e a fé são lenitivos que devem consolar os portugueses que sentem a ausência da personalidade de D. Maurílio de Gouveia e do seu modelar exemplo de vida.

Marcelo Rebelo de Sousa"


Levem-te os Anjos ao Paraíso, à tua chegada recebam-te os Mártires e te conduzam à cidade santa de Jerusalém.

Faleceu o Arcebispo Emérito de Évora, D. Maurílio de Gouveia.

A Diocese do Funchal recebeu, com tristeza, a notícia do falecimento de D. Maurílio de Gouveia, neste dia da festa de são José, e manifesta o seu pesar. Rezamos pelo D. Maurílio e o confiamos ao Senhor na Sua imensa misericórdia, e pedimos-Lhe: concedei-lhe, por vossa bondade, o convívio dos santos. O Senhor conforte toda a sua família com esperança na Ressurreição.

D. Maurílio nasceu no Funchal no dia 5 de agosto de 1932. Foi ordenado padre no dia 4 de junho de 1955. Em 22-03-1978 foi nomeado Arcebispo titular de Mitilene e Vigário Geral do Patriarcado de Lisboa. Foi ordenado bispo na Sé do Funchal, no dia 13 de janeiro de 1974.

Foi nomeado Arcebispo de Évora em 08-09-1981. 

A tomada de posse de D. Maurílio de Gouveia como arcebispo de Évora aconteceria três meses mais tarde, a 8 de dezembro de 1981, no dia da festa da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria, padroeira principal de Portugal e da Arquidiocese de Évora.

Ao longo dos 26 anos em que tomou conta dos destinos da arquidiocese alentejana, D. Maurílio de Gouveia destacou-se pelo empenho pastoral, assumindo como pioneiro num trabalho de proximidade com as comunidades católicas locais.

"Como estive no terreno, conheci as pessoas, entrei nas suas casas, visitei escolas e fábricas e pude experimentar bem a alma alentejana", destacava D. Maurílio de Gouveia.

Em 2007, por ter atingidos os 75 anos, idade limite para o desempenho da missão episcopal, segundo a lei canónica, D. Maurílio de Gouveia apresentou ao então Papa Bento XVI a sua resignação ao cargo de arcebispo de Évora.

A 8 de janeiro foi anunciado o nome do novo arcebispo de Évora, D. José Alves, com D. Maurílio de Gouveia a assumir o cargo de Administrador Apostólico até à tomada de posse do seu sucessor, que viria a acontecer a 17 de fevereiro de 2008.

"Sinto-me muito feliz por tudo aquilo que pude viver aqui nestes 26 anos. Foi uma experiência muito gratificante. Estou muito grato a Deus por tudo aquilo que pude viver nestes anos, sobretudo pela amizade que se estabeleceu com todas as populações, famílias e pessoas individualmente", destaca também na hora de deixar o cargo.

Os seus últimos anos, já com uma saúde muito debilitada, foram passados na terra natal, no Funchal; do seu percurso constam também cargos como os de presidente das Comissões Episcopais para o Apostolado dos Leigos e para as Comunicações Sociais.

A sua veia para a comunicação, que demonstrou de forma mais evidente ao longo do seu trabalho na Arquidiocese de Évora, ficou também expressa na sua ligação a projetos como o Jornal da Madeira, do qual foi diretor; e à criação literária.

Entre a sua obra bibliográfica estão livros como 'Cristãos Exemplares', 'Eu sou o Pão da Vida', 'O Eremitério Maria Serena', 'Uma Comunidade de Cristãos - A Paróquia na Missão da Igreja', 'Magnificat' e 'Rumo ao Céu', esta última já uma coletânea de pensamentos do arcebispo emérito reunida pelo cónego Cardoso de Melo.

Ainda no campo literário, e do legado deixado por D. Maurílio de Gouveia, inclui-se a obra 'Concílio, Diocese e Evangelização', apresentada no âmbito dos 50 anos de sacerdócio do arcebispo emérito, em 2005, com uma entrevista conduzida pelo então sacerdote e professor de História da Igreja no Instituto Superior de Teologia de Évora, D. Francisco José Senra Coelho, atual arcebispo de Évora. Ver: www.agencia.ecclesia.pt




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Olhando para a Páscoa de Jesus, o Homem novo, percebemos melhor a necessidade de tomar mais a sério a nossa vida de cristãos: olhando para a luz, percebemos as sombras que ainda habitam a nossa vida. A santidade que (como recordou recentemente o Papa Francisco) nos foi oferecida no batismo, deixámo-la tantas vezes de lado; esquecemos tantas vezes...


BISPO DO FUNCHAL

D. NUNO BRÁS DA SILVA MARTINS


Diocese do Funchal

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"Nesta Quaresma, olhemos mais para Jesus. É a Ele que queremos seguir cada vez melhor. É como Ele que queremos ser. É nele que queremos viver. É a Ele que queremos mostrar cada vez mais claramente. Sempre. Não tenhamos medo da conversão que Ele nos propõe, que Ele nos pede". D. Nuno Brás

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