D. Nuno Brás, Bispo do Funchal

Papa Francisco nomeia 

D. Nuno Brás como Bispo do Funchal


D. NUNO BRÁS DA SILVA MARTINS, NOVO BISPO DO FUNCHAL

A Santa Sé tornou público, às 11h, de hoje, sábado, 12 de janeiro, que o Papa Francisco nomeou o Bispo Auxiliar de Lisboa, D. Nuno Brás da Silva Martins, como novo Bispo do Funchal. Ao mesmo tempo o Papa Francisco aceitou a renúncia ao governo pastoral da Diocese do Funchal apresentada por D. António Carrilho, conforme estabelece o Cânone 401§1 do Código de Direito Canónico.

Até à tomada de posse do novo Bispo D. Nuno Brás, D. António Carrilho governará a Diocese como Administrador Apostólico.

Assim, a partir do dia 12 de janeiro, a menção dos nomes dos pastores da nossa Igreja deverá seguir o seguinte modelo extraído da Oração Eucarística II: "Em comunhão com o Papa Francisco, o nosso Administrador Apostólico António e todos aqueles que estão ao serviço do vosso povo". "A partir do dia da tomada de posse, o nome do Bispo deve ser proferido na Oração Eucarística por todos os presbíteros que celebrem Missa dentro da Diocese. Logo, a partir da tomada de posse, a menção dos nomes dos pastores de nossa Igreja deverá seguir o seguinte modelo extraído da Oração Eucarística II: "Em comunhão com o Papa Francisco, o nosso Bispo Nuno e todos aqueles que estão ao serviço do vosso povo".

A Tomada de Posse do Novo Bispo acontecerá no Domingo, dia 17 de fevereiro, às 16h na Sé do Funchal.



MENSAGEM DE SAUDAÇÃO DO NOVO BISPO DO FUNCHAL

Caríssimos cristãos da diocese do Funchal

Recebi há dias a notícia de que o Papa Francisco me envia para junto de vós como vosso Bispo. Acolhi esta decisão do Santo Padre com um misto de temor e confiança: temor porque tenho consciência das minhas limitações; confiança porque sei que Jesus estará sempre comigo e não me abandonará.

Neste momento, quero saudar-vos a todos. Quero saudar as muitas comunidades

da Madeira e do Porto Santo que, na nossa região ou no estrangeiro, louvam o Senhor e procuram viver o Evangelho. Quero fazê-lo com as mesmas palavras do Apóstolo: "A graça e a paz de Deus nosso Pai e de Jesus Cristo nosso Senhor, estejam convosco" (Ef 1,1).

Mas deixai que, nesta ocasião, me dirija com uma especial gratidão aos Senhores D. António Carrilho e D. Teodoro de Faria, a quem, de há muito, me ligam laços de sincera amizade. Depois, deixai que saúde todos os sacerdotes que servem a nossa diocese, bem como os membros das famílias religiosas que, na Madeira, dão testemunho de uma total consagração a Jesus. E que saúde ainda todas as autoridades civis e militares, em particular aqueles que foram eleitos pelos madeirenses como seus legítimos representantes.

A nossa diocese celebrou há pouco os 500 anos da sua existência. É uma comunidade marcada pela maturidade da fé e pela missão. É o primeiro fruto eclesial da expansão atlântica portuguesa. Agora cabe-nos a nós a missão de sermos testemunhas da vida nova que Jesus oferece sempre e a todos.

É dessa vida que o Bispo deve ser a primeira testemunha. É dessa vida nova - o Evangelho - que quero dar testemunho, enquanto Deus me der forças e saúde. Sempre e em toda a parte.

Quero confiar desde já o meu ministério como Bispo do Funchal à intercessão de Nossa Senhora do Monte e do Apóstolo São Tiago Menor, padroeiros da nossa diocese e do Beato Carlos de Áustria.

Conto convosco no desempenho desta missão: com a vossa fé, a vossa esperança e a vossa caridade. Saúda-vos o

+ Nuno, Bispo eleito do Funchal


Saudação de D. António Carrilho a D. Nuno Brás

Saudação a D. Nuno Brás, Novo Bispo do Funchal

É com grande alegria que, ainda envoltos na Luz de Belém, no final das celebrações natalícias, recebemos a notícia da nomeação de D. Nuno Brás da Silva Martins, até agora Bispo Auxiliar do Patriarcado de Lisboa, para meu sucessor como Bispo do Funchal. Desde já, a minha jubilosa e cordial saudação: seja bem-vindo à querida Diocese do Funchal, como seu Pastor e Guia; e que Deus o abençoe e cumule das maiores graças, nesta sua nova missão.

Louvamos e agradecemos ao Senhor a feliz nomeação do Papa Francisco, para presidir na fé e na caridade a esta bela seara do campo de Deus, plantada no oceano. Bem-haja, pois! O Espírito Santo vos escolheu para serdes o Pastor solicito e atento, na linha da sucessão dos Apóstolos, como sinal visível da comunhão e unidade desta Igreja, que vos recebe de braços abertos e acolhe, na decisão do Santo Padre, a vontade de Deus. Um Bispo é sempre um grande dom para a Igreja!

No termo da minha missão pastoral à frente desta comunidade diocesana, agradeço a todos os meus colaboradores, sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas, aos jovens e a todo o Povo de Deus, a preciosa colaboração que me prestaram nos diversos ministérios e serviços eclesiais. E não esqueço os idosos e doentes, que pela oração e sacrifício, também me ajudaram neste serviço pastoral.

Vamos acolher o nosso Novo Bispo, com alegria e total disponibilidade para servir na grande missão de anunciar o Evangelho da esperança e da paz. Sinta-se, D. Nuno Brás, desde o primeiro momento, amado e acolhido de todo o coração, nestas nossas ilhas da Madeira e Porto Santo, e por todos os madeirenses e porto-santenses espalhados pelo mundo.

São muitos aqueles que já conhece, em especial os sacerdotes que o tiveram como professor na Universidade Católica e Reitor do Seminário dos Olivais, bem como suas famílias, que aqui visitou. Com novos contactos, que o ministério pastoral facilmente proporciona, conhecerá muita da nossa gente, que é gente de fé e, de um modo geral, ama a Igreja.

"Na Tua Palavra" (In Verbo Tuo) é o lema episcopal de D. Nuno Brás. É assim: na Palavra de Deus lançamos todos as redes; na Palavra de Deus estaremos bem fundados para anunciar viver a misericórdia de Deus; com a Palavra de Deus, no coração e nos gestos seremos mais Igreja e uma Igreja em saída, sempre ao mesmo tempo acolhedora e anunciadora.

Aos nossos padroeiros, São Tiago Menor e Nossa Senhora do Monte, confiamos a nossa nobre e bela missão de servir a Igreja madeirense, cuja identidade insular está profundamente marcada pela fé viva de um povo e do seu dinamismo missionário e evangelizador, que bem podemos recordar nas presentes comemorações dos 600 anos dos descobrimentos da Madeira e Porto Santo.

Senhor Bispo D. Nuno Brás, reitero os meus votos de boas-vindas, a minha alegria e da comunidade eclesial, com a vossa chegada à nossa querida Diocese do Funchal. Conte sempre com a oração de todos e com a minha fraterna amizade, disponibilidade e comunhão eclesial. Convosco estaremos, em maior proximidade, na celebração de tomada de posse e entrada solene na Diocese, no dia 17 de fevereiro, às 16 horas, na Sé do Funchal.

Funchal, 12 de janeiro de 2019

† António Carrilho, Bispo do Funchal


Currículo do novo Bispo do Funchal:

Nuno Brás da Silva Martins

Nascido a 12 de Maio de 1963 em Vimeiro (Lourinhã).

1. Formação académica

  • 1999 - Doutorado em Teologia Fundamental (1999), pela Pontificia Università Gregoriana (Roma).
  • 1993 - Diplomado em Comunicação Social pelo CICS (Pontificia Università Gregoriana, Roma).
  • 1990 - Mestre em Teologia Sistemática pela Faculdade de Teologia da UCP (Lisboa), em 1990.
  • 1985 - Licenciado em Teologia pela Faculdade de Teologia da UCP (Lisboa).

2. Carreira académica

  • 2009 - Membro da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa.
  • 2009 - Professor Associado da Faculdade de Teologia.
  • 2005 - Membro do Conselho de Direcção da Faculdade de Teologia (até 2011).
  • 2001 - Professor Auxiliar da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa.
  • 2001 (até 2012) - Membro do Conselho Científico da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa.
  • 1999-2005 - Professor convidado do Centro Interdisciplinare sulla Comunicazione Sociale (CICS) da Pontificia Università Gregoriana (Roma).
  • 1996 - Docente convidado da Escuela de Comunicación Cristiana da Facultad de Ciencias de la Información da Universidad Pontificia de Salamanca.
  • 1993 - Assistente da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa.

3. Actividade eclesiástica

  • 2018 (9 de Janeiro) - Membro da Comissione Evangelizzazione e Cultura do CCEE (Conselho das Conferências dos Episcopados Europeus).
  • 2016 (30 de Junho) - Membro do Dicasterio Per la Comunicazione da Santa Sé, por nomeação do Papa Francisco.
  • 2011 - Membro das Comissões Episcopais da Educação Cristã e Doutrina da Fé e da Comunicação Social, Cultura e Bens Culturais da Conferência Episcopal Portuguesa.
  • 2011 (10 de Outubro) - Eleito pelo Papa Bento XVI Bispo titular de Elvas e Auxiliar do Patriarcado de Lisboa. Ordenado em 20 de Novembro de 2011.
  • 2006 - Cónego do Cabido Metropolitano da Sé Patriarcal de Lisboa.
  • 2005 - Reitor do Seminário Maior de Cristo Rei (Olivais), até 2011.
  • 2002 - Reitor do Pontifício Colégio Português em Roma (até 2005).
  • 1994 - Director do Jornal Voz da Verdade (até 2002).
  • 1993 - Membro da Equipa Formadora do Seminário Maior de Cristo Rei (Olivais), até 2005.
  • 1993 - Editor do Jornal Voz da Verdade (até 1994)
  • 1987 - Membro do Conselho Presbiteral de Lisboa (1987-1990; 1996-2001; 2005-2011)
  • 1987 - Redactor do Jornal Voz da Verdade (até 1990)
  • 1987 - Vigário Paroquial (Coadjutor) da paróquia de Nossa Senhora dos Anjos (até 1990).
  • 1987 (4 de Julho) - Ordenado presbítero pelo Cardeal Patriarca D. António Ribeiro, na igreja de Santa Maria de Belém (Mosteiro dos Jerónimos).

4. Publicações

* Livros

· 2018 - Cenas de Deus. Retratos e coisas da vida, Cascais, Lucerna.

· 2013 - O tempo ao sabor da fé, Lisboa, S. Paulo, 2013.

· 2003 - Introdução à Teologia, Lisboa, UCP, 2003.

· 2000 - Cristo o comunicador perfeito. Delineamento de uma teologia da comunicação à luz da Instrução Pastoral Communio et progressio, Lisboa, Didaskalia.

· 1992 - A vida cristã como extensão da encarnação. Teologia da existência cristã nas Obras Pastorais do Cardeal Cerejeira, Lisboa, Rei dos Livros - UCP.

* Artigos de investigação

  • 2016 - «A Basílica de Mafra: o Templo e a Cidade», in Vida Católica IV/10 (2016) 103-123.
  • 2016 - «Das Zweite Vatikanische Konzil und die Priesterausbildung», in Ch. WÖLFE (Hrsg.), Wandlungen. Das Seminarjubiläum 2014 - Rückblick und Auslick, Eischtätt, 2016, 397-409.
  • 2015 - «O consenso, fruto sinodal», Vida Católica, III/5 (2015) 155-169.
  • 2014 - Sinodalidade e a tomada de decisões na Igreja», Vida católica II/4 (2014) 135-151.
  • 2013 - «Dei Verbum: a Constituição conciliar esquecida», Brotéria 176/2 (2013) 113-124.
  • 2012 - «A Fé, vida do homem em Deus», in C. CABECINHAS (ed.), Santíssima Trindade adoro-Vos profundamente. Ciclo de conferências 2010-2011, Fátima, Santuário, 2012, 69-87.
  • 20111 - «Il Decreto Inter mirifica e le esitazioni ecclesiali sulla comunicazione sociale», Annuarium Historiae Conciliorum 43 (2011) 161-168.
  • 20112 - «Rivelazione, comunicazione, credibilità», in G. PASQUALE - C. DOTOLO (edd.), Amore e Verità. Sintesi prospettica di Teologia Fondamentale. Studi in onore di Rino Fisichella, Roma, Lateran Univ. Press., 2011, 343-354.
  • 20101 - «Tempo de Cristo, missão e Tradição», Theologica, 2ª série, 45,2 (2010) 637-643.
  • 20102 - «Uma teologia confessante», in M. CARVALHO - I. CARDOSO (ed.), Amor, história, eternidade. Actas das Jornadas balthasarianas - Outubro de 2008 e 2009, Lisboa, UCP, 2010, 107-115.
  • 20103 - O amor como essência da vida cristã», in M. CARVALHO - I. CARDOSO (ed.), Amor, história, eternidade. Actas das Jornadas balthasarianas - Outubro de 2008 e 2009, Lisboa, UCP, 2010, 47-57.
  • 2009 - «O amor como essência da vida cristã», Theologica 2ª série, 44,1 (2009) 123-132.
  • 2008 - «A presença de Deus no tempo do homem», Didaskalia XXXVIII (2008/2) 247-268.
  • 2007 - «O Verbo, arquétipo da comunicação», Didaskalia XXXVII (2007) 125-139.
  • 20061 - «Evangelizar: tarefa urgente e decisiva para a Cidade», Vida Católica VIII (2006) 269-294.
  • 20062 - «Comunicar a Palavra da Cruz», in J. SRAMPICKAL - G. MAZZA - L. BAUGH (ed.), Cross Connections. Interdisciplinarity Communications Studies at the Gregorian University, Roma, Pontifícia Università Gregoriana, 2006, 159-169.
  • 2005 - «De las palabras a la Palabra. Significatividad y comunicación en las Confessiones de san Agustín», in F. CONESA (ed.), El cristianismo, una propuesta con sentido, Madrid, BAC, 2005, 153-165.
  • 2003 - «O Estatuto teológico de uma teologia da comunicação», Didaskalia XXXIII (2003) 349-364.
  • 2000 - «A comunicação, lugar do encontro da verdade segundo a encíclica Fides et ratio», in J. BORGES DE PINHO (ed.), Fé e razão: caminhos de diálogo, Lisboa, Didaskalia, 2000, 219-231.
  • 1997 - «Comunicación: un tema teológico», in D. BOROBIO - J. RAMOS (ed.), Evangelización y medios de comunicación, Salamanca, Universidad Pontificia, 1997, 33-51.
  • 1992 - «Teologia da comunicação - Apontamentos para um diálogo», Communio IX (1992) 5-11.
  • 1988 - «Reino de Deus e Igreja no Concílio Vaticano II», Lumen 49 (1988) 350-358.
  • 1987 - «Uma visão cristológica da Gaudium et Spes», Lumen 48 (1987) 125-132. 179-186.
  • 1987 - «O Magnificat na fronteira entre o Antigo e o Novo Testamento», Lumen 48 (1987) 34-44.

Artigos em dicionários e enciclopédias

  • 2011 - «Teología de la comunicación», in J. CANTAVELLA - J. F. SERRANO OCEJA (Ed.), Enciclopedia de la comunicación, Madrid, CEU, 2011, 587-625.
  • 2006 - «Teología. II. Método Teológico», in C. IZQUIERDO (ed.), Diccionario de Teología, Pamplona, EUNSA, 2006, 941-946.
  • 1998-2003 - «Revelação (Teol.)», in Verbo. Enciclopédia Luso-brasileira de cultura: edição séc. XXI, vol. 25, Lisboa-S. Paulo, Verbo, 1998-2003, 385-390.
  • 1998-2003 - «Teologia fundamental», in Verbo. Enciclopédia Luso-brasileira de cultura: edição séc. XXI, vol. 27, Lisboa-S. Paulo, Verbo, 1998-2003, 1329-1330.
  • 1998-2003 - «Tradição (Teol.)», in Verbo. Enciclopédia Luso-brasileira de cultura: edição séc. XXI, vol. 28, Lisboa-S. Paulo, Verbo, 1998-2003, 531-534.

Outros artigos

  • «"Até que Cristo seja formado em vós" (Gal 4,19). I Jornadas da APEC», in Vida Católica V/14 (2017) 113-126.
  • «Santa Joana: o caminho de Deus», Vida Católica IV/8 (2016) 127-157.
  • «40 anos da fundação do Externato de Penafirme», Vida Católica IV/8 (2016) 105-114.
  • «A Carta Apostólica Porta Fidei do Papa Bento XVI - Uma breve leitura», Vida Católica XIII/39 (2011) 221-230.
  • «Prefácio», in D. ANTÓNIO RIBEIRO, Vida religiosa: a radicalidade do amor por Jesus, Lisboa, UCP, 2011, 5-7.
  • «D. José Policarpo e a formação sacerdotal», Novellae Olivarum, 42 (2011) 17-29.
  • «O celibato sacerdotal: que razões?», Novellae Olivarum, 41 (2010) 35-64.
  • «Formar Padres sábios e santos», Novellae Olivarum, 41 (2010) 19-34.
  • «Presenças sacramentais de Cristo», Novellae Olivarum, 39 (2009) 17-35.
  • «Deitar-vos-ão no regaço uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante (Lc 6,38)», Novellae Olivarum 37 (2008) 11-28.
  • «A Palavra de Deus na formação sacerdotal», Novellae Olivarum 36 (2008) 10-22.
  • «Introdução», in D. ANTÓNIO RIBEIRO, Imagens vivas de Cristo Pastor. O ministério ordenado na Igreja, Lisboa, UCP, 2008, 5-13.
  • «Desafios da cultura contemporânea ao sacerdote e à Igreja. Intervenção III», in V SIMPÓSIO DO CLERO DE PORTUGAL, Presbitério em comunhão. Ao serviço da comunhão eclesial, Lisboa, Paulinas, 2007, 126-130.
  • «A atenção aos tempos novos na vida do evangelizador», Novellae Olivarum 35 (2007) 79-93.
  • «Um ano centrado na Palavra de Deus», Novellae Olivarum 35 (2007) 7-22.
  • «ICNE: Um dom do Espírito Santo», Novellae Olivarum 32 (2006) 49-56.
  • «Mil anos de teologia: ao ritmo da Igreja e do mundo», Lumen Veritatis 6 (1999) 2.5.
  • «In honorem. O Professor João António de Sousa», Didaskalia XXVIII (1998) 211-214.
  • «Podemos acreditar em quem tem fé?», Novellae Olivarum 21 (1997) 33-38.

O brasão de armas de D. Nuno Brás, novo Bispo Auxiliar de Lisboa, é da autoria de J. Bénard Guedes.

Descrição heráldica:

Escudo de púrpura, com espada abatida de ouro, entre uma estrela de sete raios de prata, à dextra, e um ramo de oliveira de prata, frutado de ouro, à sinistra.

O escudo assenta sobre cruz pastoral de ouro, guarnecida de nove pedras de vermelho e encimada por chapéu eclesiástico, de cordão de 6 + 6 borlas, tudo de verde.

Na base do escudo, listel branco com a legenda em maiúsculas: "IN VERBO TUO" (Na Tua Palavra).

Leitura:

A espada: S. Paulo afirma que a Palavra de Deus é a "espada do Espírito" (Ef 6,17), e a Carta aos Hebreus afirma que ela é "viva e eficaz, mais penetrante que qualquer espada de dois gumes (...); Ela julga as disposições e as intenções do coração" (Heb 4,12). Por outro lado, a espada faz também referência à terra de origem do novo bispo (Vimeiro), que tem como orago S. Miguel, e ainda a S. Nuno de Santa Maria que, deposta a espada da guerra, deixou que Deus saísse vencedor, vivendo os seus dias no recolhimento do Convento do Carmo (Lisboa) na santidade de vida e na repartição dos seus bens pelos pobres.

A estrela faz referência à Virgem Maria, estrela da manhã, e à sua participação como crente no mistério da cruz (as sete dores da Virgem), cumprindo a profecia do velho Simeão (Lc 2,35: "Uma espada trespassará a tua alma").

O ramo de oliveira, com 7 folhas e 12 azeitonas, para além de aludir ao mistério de Cristo, o Ungido pelo Espírito, cujo sacerdócio é participado de modo pleno pelos Bispos, sucessores dos Apóstolos, alude também aos 7 dons e aos 12 frutos do Espírito Santo, bem como à caridade que sempre anima a acção pastoral da Igreja. Faz ainda referência ao Seminário dos Olivais, onde o novo bispo exerceu grande parte do seu ministério sacerdotal.

O lema "In Verbo tuo", é retirado de Lc 5,5. Depois de uma noite infrutífera de pesca, e de ter escutado a palavra de Jesus, Ele próprio a Palavra de Deus, que falava à multidão a partir da sua barca, S. Pedro é convidado pelo Mestre a lançar de novo as redes. Apesar do seu conhecimento da arte da pesca lhe dizer ser inútil retomar essa actividade, S. Pedro faz uma profissão de fé, afirmando que voltaria a lançar as redes por causa e na palavra de Jesus, sendo então confrontado com a pesca de "tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam". Toda a actividade do Bispo consiste em repetir esta profissão de fé: depois de escutar o Senhor que fala a partir da barca de Pedro que é a Igreja, o Bispo deve viver e agir não a partir duma mera sabedoria humana mas a partir da Sabedoria que é o próprio Jesus, convidando a todos para viverem a felicidade de conhecer o Senhor e de com Ele viver.


Galeria de fotos do novo Bispo