Síntese do 2º Dia das Jornadas

Síntese do 2º Dia das Jornadas

Duas conferências marcaram o último dia das jornadas de atualização para leigos e consagrados na diocese do Funchal, realizadas entre 24 e 26 de janeiro, na igreja do Colégio.
A primeira, a partir da exortação do Papa Francisco  - “A alegria do Evangelho”, esteve a cargo do professor e sacerdote  Alexandre Palma, do Patriarcado de Lisboa; e a segunda foi proferida pelo padre Rui Pontes, do Secretariado diocesano da Família, sobre  a Exortação apostólica pós-sinodal - “A alegria do Amor”, também do Papa Francisco.
A conferência  do  padre Alexandre Palma centrou-se na “vida e no testemunho eclesiais”,  com base na “conversão” pessoal e comunitária, “conversão pastoral e missionária”,  que para ser concretizada precisa de “discernimento, bússolas, balizas, critérios, princípios”, lembrou  orador.  A este propósito, apresentou um conjunto de “sete critérios” ou “ferramentas”, sem os quais não será possível a Igreja “adaptar-se aos novos desafios”, tal como propõem o Evangelho e o Papa Francisco:
-1º : “Uma Igreja em saída”, no sentido em que “é preciso ir ao encontro dos que hoje não procuram a Igreja”; não basta, ou “não é suficiente” ficar apenas com as práticas tradicionais, como a “catequese” e a “caridade”; exige-se mais dos crentes que devem promover a “saída por Deus e para os outros;  o crente não fica à espera, mas provoca o acontecimento;  a Igreja não é espectadora, mas toma a iniciativa, acompanha e festeja. Este é o paradigma da Igreja em saída”, como indica o Papa Francisco.
- 2º: A “sinodalidade” – palavra que vem de “sínodo” e cujo significado é “caminho conjunto”. Como “critério” para pôr em prática a “conversão”,  a “sinodalidade é algo permanente na Igreja”, caminhada “conjunta” que  se faz “todos os dias”, em  “comunhão” e “partilha”, porque a Igreja é “corpo de Cristo”, tem “muitos membros”.  Apesar de tudo, “a sinodalidade ainda não entrou na consciência dos nossos cristãos”, mas precisamos  da “capacidade de caminhar juntos, sem deixar ninguém para trás”, alertou o padre Alexandre Palma.
-3.º: “Tempo”,  outro “critério” indispensável para nos “orientarmos” em relação à proximidade com os que “estão mais perto ou mais longe, sem excluir ninguém”, pois, “o tempo  é maior do que o espaço”.
-4.º: “Unidade”, que deve “prevalecer” sobre todas as “divisões, os conflitos, as tensões”, porque, mais “fundo” do que todas estas situações “está algo que nos une”.
- 5.º: “Realidade”, que nos ajuda a ver o “real” tal como existe, as “pessoas reais” da comunidade, ultrapassando “teorias”. Às vezes, “nos projetos pastorais partimos do ideal, mas o que deve prevalecer é a realidade”, como ensina o “sadio realismo do Evangelho”.
- 6º: “Totalidade”, um “princípio” que identifica bem o “testemunho  eclesial”, considerou o conferencista, para quem “a vida da Igreja faz-se de muitas coisas, mas o testemunho eclesial não é uma sucessão de gavetas”, antes, “é o conjunto de testemunhos” ao serviço de uma mesma causa.
- 7º: por último, o “anti-critério” que, segundo o padre Alexandre Palma, tem por objetivo evitar ou recusar “rotinas” ou o que “sempre se fez assim”. No passado, certas ações “foram importantes, mas hoje perdem força”, apontou.
Na segunda conferência, o padre Rui Pontes,  da diocese do Funchal, colocou em destaque o documento papal “A alegria do Amor”, com desenvolvidas explicações sobre o amor na família, a vivência do matrimónio, a educação dos filhos e o crescimento dos jovens. Uma explanação detalhada e concreta, a sugerir que, por exemplo, a “paróquia deve também viver em clima familiar”, em benefício de toda a comunidade e da Igreja em geral.
As jornadas de atualização foram organizadas pelo Secretariado Diocesano da Pastoral e este ano tiveram como tema genérico: "A alegria de ser cristão"; e o "Jubileu da Catedral do Funchal-500 anos".

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