Reunião com a Pastoral da Família - Fotos

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A “pastoral familiar” na diocese do Funchal, a sua situação atual e o calendário de atividades para os próximos tempos, estiveram em análise numa reunião realizada no Paço Episcopal, na manhã deste sábado, dia 30 de janeiro, com a participação dos membros do novo Secretariado, do assistente diocesano e de representantes dos vários movimentos e casais/ animadores nas paróquias. Neste encontro, presidido por D. António Carrilho, sublinhou-se a “preocupação da Igreja” em “ajudar a reconhecer a importância da família”, principalmente “junto dos jovens que têm fé e que optam pelo casamento católico”, para que “possam beneficiar da graça do sacramento do matrimónio”.


Num tempo em que a “anulabilidade do matrimónio” parece ser “fácil”, é imperativo “fazer tudo para os que se casam possam ser estáveis e felizes; queremos edificar famílias consistentes, relações sólidas entre esposos, pais e filhos, como testemunho perante a sociedade”, até para se “evitar a violência doméstica, que não faz sentido da parte de quem vive o sacramento do amor”, alertou o bispo do Funchal.


D. António deixou ainda aos presentes “um apelo à cooperação, à comunhão, a vivermos juntos esta preocupação e este esforço de ajuda nos movimentos, apesar dos seus carismas específicos, e até mesmo nas paróquias para que estas sejam cada vez mais familiares e cada família seja mais paróquia, quer dizer, mais eclesial”. Neste contexto, disse ter “profundas expetativas” quanto à próxima Exortação Apostólica do Papa Francisco – no seguimento do Sínodo dos Bispos sobre a Família, realizado em outubro de 2015, documento que deverá ser publicado até ao próximo mês de março, de acordo com informações do Pontifício Conselho para a Família do Vaticano. “Penso que esta Exortação será, não só uma afirmação do valor da família, do reconhecimento de quanto podemos e devemos fazer a favor dela, mas, também do acolhimento e ajuda a quem, por qualquer razão vive em circunstâncias mais complicadas a vida familiar. Temos a esperança que seja um ponto de partida para dinamizar e levar mais longe a ação da Igreja na pastoral familiar”, disse.
Estas preocupações foram também sinalizadas no final da reunião pelo novo casal responsável pelo Secretariado Diocesano da Família - Maria Luísa e Nuno Rivera Ferreira, “em particular no que respeita às chamadas famílias urbanas, não só pelo facto de estarem desligadas das paróquias, mas pelas influências a que estão sujeitas”, como “divórcios, pais e mães solteiros, famílias desestruturadas”, constituem “situações que nos preocupam com especial acuidade”.
No mesmo sentido se pronunciou o assistente diocesano, padre Rui Alberto Fernandes Pontes, que tem por missão “acompanhar as famílias, os casais, com as várias sensibilidades e, através das propostas da Igreja, tentar apoiar e resolver as situações difíceis”, promover “a análise de propostas no Secretariado, ver como envolver os movimentos e os apelos das paróquias, e acompanhar o bispo na pastoral familiar, nas suas linhas orientadoras”. A existência desta “dinâmica é uma mais valia de apoio ao próprio sacerdote nas comunidades”, porque “escutar os casais, mais cientes das dificuldades da própria família, ouvir, assessorar o pároco nalgumas temáticas urgentes, necessárias, que possam ir às franjas e aos que estão distantes ou afastados da Igreja”, é muito gratificante.


Quanto ao plano de atividades do Secretariado Diocesano da Família, destaca-se para já o "jubileu da família", no Funchal, a 21 maio"; e um conjunto de conferências, a primeira das quais será no dia 6 de fevereiro, na igreja de São Martinho, sobre "Viver a Misericórdia na Família", com o Dr. Marco Gomes, às 11 horas; havendo antes, às 10h15, uma "Oração da manhã", pelo Movimento dos Focolares, seguida do Coro Infantil, com 60 crianças, da Direção Regional de Educação Artística; e terminando com um debate, por volta das 11h45.

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