Pastoral da Família promove ciclo de conferências - Viver a misericórdia na família

Pastoral da Família promove ciclo de conferências - Viver a misericórdia na família

O secretariado diocesano da Família promoveu, neste sábado (6 de abril), uma conferência integrada no Ano da Misericórdia e com vista à preparação do jubileu da família, previsto para maio próximo. A iniciativa teve lugar na igreja paroquial de São Martinho e contou com a participação de membros de vários Movimentos e Institutos ligados à Família, e a presença do bispo do Funchal.

Na ocasião, D. António Carrilho deixou algumas interpelações e alertas quanto ao que distingue a “família cristã” de uma outra qualquer, na vivência e testemunho do “amor caridade, amor misericordioso de Deus”, cuja “personificação” está bem expressa na primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: “O amor é paciente e prestável. Não é invejoso. Não se envaidece nem é orgulhoso. Não se irrita nem pensa mal. O amor não tem maus modos nem é egoísta. O amor não se alegra com a injustiça. O amor suporta tudo…”, lembrou. “Deste modo, seremos capazes de proclamar o projeto de beleza de Deus para a família, comunidade de vida e de amor”, sublinhou D. António numa breve saudação aos participantes, agradecendo ainda aos responsáveis pela realização deste evento.

As palavras do bispo do Funchal foram pronunciadas no decorrer de um momento de oração preparado pelas “Famílias Novas” do Movimento dos Focolares, seguindo-se uma reflexão sobre “A Misericórdia na Família”, pelo dr. Marco Gomes.

O orador, formado em teologia  e com especialização em psicologia da educação, começou com uma referência da Bula de proclamação do Jubileu extraordinário da Misericórdia, em que o Papa Francisco afirma que “Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai. O mistério da fé cristã parece encontrar nestas palavras a sua síntese. Tal misericórdia tornou-se viva, visível e atingiu o seu clímax em Jesus de Nazaré”. Traçou depois as caraterísticas da verdadeira misericórdia, pois, “a misericórdia, como o amor, deve ser ação viva, dinâmica e concreta”.

Partindo da questão “se Deus é Misericórdia, onde é que se pode encontrar esta Misericórdia no ser humano, haverá algum modelo”, apontou a “Família de Nazaré” como o “paradigma”. Neste sentido, “a família pode e deve ser o santuário da misericórdia”, e ser “desafiada” a “mostrar o rosto de Deus” em todas as situações da vida.  É preciso seguir os “sinais de misericórdia” e as “parábolas” de Jesus no Evangelho, como no caso do “Bom Samaritano” e do “Filho Pródigo”, para que atitudes como “o perdão, o acolhimento, a escuta e o diálogo” sejam, de facto, uma realidade e não apenas palavras “abstratas”. Marco Gomes falou ainda dos perigos atuais que rodeiam a família, nomeadamente a “indiferença”, a rotina, a repetição, o cinismo, o deixa andar”, e considerou que só na família o ser humano se pode “realizar”, ganhar “autonomia” e contribuir para “a construção da comunidade em geral, com liberdade e responsabilidade”, porque ela é uma espécie de “massa, argamassa, cimento, alicerce”.  A “família”, referiu por último, é também “mediadora entre Deus e o mundo”, e não é por acaso que se define como “Igreja doméstica” e “rosto misericordioso de Deus” para todos.

A próxima conferência do secretariado da Família está marcada para o dia 12 de março, com o tema: “A Igreja como espaço de Misericórdia”. Terá como orador o Pe. Marcos Gonçalves e decorrerá na igreja do Colégio, às 10 horas.

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