Missa na Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus

Missa na Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus

“Urge cultivar a não-violência” em todos os espaços da vivência humana, “desde o nível local e diário, até ao nível da ordem mundial”, nas “ profundezas dos nossos sentimentos e valores pessoais” e “nas relações interpessoais, sociais e internacionais”, disse hoje D. António Carrilho na solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, celebração a que presidiu na Sé com a presença de vários sacerdotes, seminaristas e fiéis. Em referência pormenorizada à mensagem do Papa para a 50.ª Jornada Mundial da Paz que se assinala também neste primeiro dia do Ano Novo, com o título  “A não-violência: estilo de uma política para a paz”, o bispo do Funchal alertou que “a violência” não serve de “remédio” para “o nosso mundo dilacerado” e que as “preocupações” atuais, de que a Igreja e o Santo Padre têm sido “porta-voz”, apontam, “infelizmente”, para “uma terrível guerra mundial aos pedaços”, como são exemplos: “guerras em diferentes países e continentes; terrorismo, criminalidade e ataques armados imprevisíveis; os abusos sofridos pelos migrantes e as vítimas de tráfico humano”, entre outras situações trágicas, como refere a mensagem do Papa Francisco neste início de 2017 e dirigida “aos povos e nações do mundo inteiro, aos chefes de Estado e de governo, bem como aos responsáveis das comunidades religiosas e das várias expressões da sociedade civil”.


D. António Carrilho sublinhou ainda o facto desta celebração pela paz acontecer na “oitava do Natal do Senhor”, num “ambiente natalício, mergulhados na Luz” e na “maternidade divina” expressa pela “Virgem Maria, Mãe de Deus”, como declarou o Concílio de Éfeso. “Maria é para nós uma grande bênção, o grande sinal do céu, a cheia de graça” que “faz acontecer a plenitude dos tempos ao dar à luz o Filho de Deus”. Em Maria, “dá-se o mistério sublime, divino, que eleva os homens à sua verdadeira dignidade”, como “filhos de Deus” e “habitados pelo Espírito Santo”.


Maria é modelo de “contemplação”, do “encontro íntimo e pessoal com Deus Menino” a quem foi dado o nome de Jesus. “Na Bíblia, o nome tem uma grande importância e está ligado à missão que a pessoa vai desempenhar na vida”, explicou o bispo do Funchal. O mesmo aconteceu com a “visita dos pastores” ao “Menino de Belém, Príncipe da Paz”, na “manjedoura”, e que se tornaram “verdadeiros anunciadores do Evangelho ”. E o mesmo deverá ser a atitude dos cristãos nos nossos dias, como “uma Igreja em saída”, ao encontro de todas as “periferias humanas e geográficas”, indicou D. António na homilia deste primeiro domingo de janeiro de 2017. “É urgente conciliar o mistério de Deus com o anúncio da Palavra, de contrário o trabalho pastoral ficará incompleto”, afirmou o bispo do Funchal que desejou também “votos de feliz ano novo a todos os diocesanos”, numa altura em que se vive já o jubileu dos “500 anos da dedicação da catedral do Funchal”, a celebrar no próximo dia “18 de outubro”.

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