Mensagem do Bispo do Funchal sobre o Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima

Mensagem do Bispo do Funchal sobre o Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima

No centenário das Aparições,

a caminho de Fátima

 

De partida para Fátima, onde vou participar na grande celebração do centenário das Aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos (1917), levo comigo toda a população da Madeira e Porto Santo, unindo-me às aspirações, problemas e necessidades de todos, crentes e não crentes, aqueles de entre nós que também lá se deslocam e os que não têm essa possibilidade. Rezo por todos e para todos imploro as maiores bênçãos de Deus, pela intercessão maternal da Virgem Nossa Senhora.

Fátima é sempre um espaço de silêncio e interioridade, de encontro connosco próprios e com Deus, pela escuta e atenção aos apelos da Mensagem que a Senhora do Rosário nos deixou. São apelos à fé e oração, à revisão e conversão da nossa vida aos valores do Evangelho de Jesus: “Fazei o que Ele vos disser” – disse Maria, no contexto das Bodas de Caná, e continua a ouvir-se hoje como eco dessa interpelação evangélica.

A Mensagem do nosso querido Papa Francisco, “como peregrino da esperança e da paz”, e a jubilosa alegria da canonização dos pequeninos Francisco e Jacinta, fazem de Fátima, na peregrinação internacional dos dias 12-13 de Maio deste ano de 2017, um acontecimento verdadeiramente extraordinário da vida da Igreja em Portugal e na sua dimensão universal.

Hoje, ressoa a Mensagem das Aparições de Nossa Senhora, que é Mensagem do Evangelho ali proclamada pelo testemunho de fé da grande assembleia reunida; pela palavra sempre atual e muita direta do Santo Padre, em resposta aos problemas e anseios dos homens e mulheres do nosso tempo; e pelo testemunho de santidade dos pastorinhos, que a Igreja reconhece ao canonizá-los e nos propõe como estímulo e apelo à santidade de vida.

A vinda e a palavra do Papa, na sua habitual simplicidade e coerência, despertam certamente as consciências para o fundamental cristão a que a Igreja nos chama, quando relança a mensagem de conversão e apelo à vida nova em Cristo. É esta a verdadeira penitência, que nos é pedida, e o convite à oração, que não será apenas de súplica para as nossas próprias necessidades e aspirações, mas terá o sentido de profunda comunhão eclesial e fraterna, o espírito da caridade e da misericórdia.

Convido-vos, queridos diocesanos, a voltar o vosso olhar e os vossos corações para o Santuário de Fátima, nestes dias, sintonizando os mesmos sentimentos e acolhendo a luz e a força de Deus, que dele dimana. Convido, também, cada um a cruzar o seu olhar com o olhar de ternura de Maria-Mãe, que nos fala ao coração, e unidos ao Santo Padre rezarmos para que se abram caminhos de luz, de esperança e de paz para as consciências, para as famílias e para o mundo.

Recordo, em memória agradecida, as visitas da Imagem Peregrina, que recebemos na nossa Diocese, durante sete meses, em 2009/2010, e três semanas, no início de 2016, já na perspetiva da preparação do centenário. Para muitos foram momentos importantes de expressão da fé e alimento da esperança, da força e coragem para viver. Agora, solidários com todos, rezemos uns pelos outros e pelo Santo Padre, o Papa Francisco, como ele próprio nos pediu, tendo presentes as suas intenções de Pastor Universal. E Maria-Mãe, Senhora de Fátima, Senhora do Monte, abençoe a nossa Diocese e ajude cada um de nós a viver, em Igreja, a alegria de ser cristão.

 

Funchal, 11 de Maio de 2017

António Carrilho, Bispo do Funchal


 

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