Jornada Nacional da Pastoral Familiar

Jornada Nacional da Pastoral Familiar

 

 

 

A alegria do Amor e os desafios da pastoral familiar 

 

As Jornadas Nacionais da Pastoral Familiar, subordinadas ao tema “A alegria do Amor e os desafios da pastoral familiar” tiveram lugar em Fátima, no Hotel do Verbo Divino, entre os dias 22 e 23 de Outubro de 2016.

Estas jornadas revestiam-se de alguma expectativa, não só por retomarem o calendário anterior, como por serem promovidas pela nova equipa do Departamento Nacional da Pastoral Familiar coordenado pelo casal Celina e Manuel Marques coadjuvados pelo assistente nacional Rev. Pe. Manuel Mendes e pelo casal Martins Silva, Sónia e Manuel que levaram a cabo um programa exigente mas muito bem estruturado e com um ritmo que, constámos, ter sido do agrado da maioria dos secretariados e movimentos presentes.

Recordamos que estas jornadas nacionais são abertas não só às equipas diocesanas, das vigarias, arciprestais ou paroquiais ligadas directamente à pastoral familiar, mas, também, a todos os responsáveis nos movimentos directamente ligados a esta pastoral: Equipas de Nossa Senhora, Movimento apostólico Schoenstatt, Movimento Famílias Novas (Focolares), Instituto Secular das Cooperadoras da Família (Obra de Santa Zita, Centros de Cooperação Familiar e Movimento por um Lar Cristão), Família das Missionárias Verbum Dei, Centros de Preparação para o Matrimónio, Vida Ascendente Movimento Cristão de Reformados, para citar alguns.

O programa das jornadas de 2016, à semelhança os anos anteriores, assentou em três conferencias sobre os temas:

  •   Uma leitura da “Amoris Laetitia”, D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima;

  •   Preparar o matrimónio e acompanhar os casais novos, Carlos Carneiro, Sacerdote

    jesuíta;

  •   Acompanhar, discernir e integrar as situações “irregulares”: a liberdade e a

    responsabilidade do bispo diocesano, Con. Arnaldo de Pinho, Prof. jubilado da FT da UC.

    No final dia de sábado, coube às famílias presentes nas jornadas orientar a oração do terço na capelinha das aparições; no domingo, a pós a terceira conferencia, à qual se seguiu um testemunho pelo Casal Alexandra e Manuel Alves e pelo Rev. Pe. Gonçalo Amaro que partilharam, na primeira pessoa, e apresentaram a sua experiência de vida no âmbito das situações ditas “irregulares”, foi celebrada a Eucaristia de encerramento das jornadas e o envio consubstanciado num pequeno vazo com a mensagem: Se não semear... não nasce! Se não regar... não cresce! Se não amar... morre! Assim as plantas!

    Assim as pessoas! Assim a Família

    Estas jornadas tiveram uma novidade que se consubstanciou numa reunião de trabalho, no sábado após o jantar, que congregou os responsáveis das diferentes equipas responsáveis pela pastoral familiar e os responsáveis, presente, pelos movimentos envolvidos na pastoral familiar onde foram discutidos e apresentadas propostas sobre diversos pontos, em especial os que estão mais directamente ligados à “Semana da Vida” que terá lugar, como habitualmente, em Maio, na semana que integra o “Dia Internacional da Família”, dia 15 de Maio.

    Várias são as ilações que decorrem da “A alegria do Amor” (Amoris Laetitia) e que devemos atender no âmbito da pastoral familiar, das quais destacamos:

    •   Estamos perante um documento pastoral - uma magna carta que vai para além da Familiaris Consortio - que implica a conversão misericordiosa de bispos, padres e leigos;

    •   É um documento que deve ser adquirido por todos nós, lido e relido, de modo a assimilá- lo, não só na sua extensão, mas acima de tudo na sua profundidade, na sua mensagem;

    •   É um documento que deve ser objecto de aprofundado estudo em casal, em família e nas nossas comunidades;

    •   A preparação para o matrimónio deve começar com o nascimento, alimentar-se do exemplo feliz e alegre de vida matrimonial dos pais e da família e continuar na descoberta vocacional na catequese, nos grupos de jovens, nas aulas de EMRC, na pastoral da juventude, na pastoral universitária, de modo a quebrar-se a rotura hoje existente entre o crisma e o casamento;

    •   As comunidades e os Movimentos devem estar preparados e atentos para oferecer um acompanhamento aos casais novos.

    •   As "situações irregulares" implicam um acompanhamento sério e responsável, que leve ao discernimento e à posterior integração na comunidade. Nenhum casal está definitivamente excluído da Misericórdia de Deus.

      Finalmente, podemos concluir que estas jornadas contribuíram para uma consciencialização da mensagem sinodal, a exortação apostólica “A alegria do Amor”, onde é reforçada a necessidade de todas as estruturas da igreja - presbíteros, consagrados e leigos porem em prática, em atitude misericordiosa e de caridade cristã, o acolhimento, o discernimento, o acompanhamento e a integração de todos os que se aproximam da Igreja em particular das famílias, reforçando dois aspectos fundamentais neste processo: (i) o casamento é um sacramento que requer discernimento à luz do Espírito e não só a simples vontade afectiva do amor humano e (ii) como em tudo na vida, cada caso é um caso, não sendo possível a “regulamentação” dos comportamentos ou afirmações a proferir sobre as, ditas, situações “irregulares”. Em todos os aspectos há que procurar o equilíbrio, sem, nunca, por em causa os sagrados dogmas da Igreja Católica Apostólica Romana.

      Funchal, 23 de Outubro de 2016 Maria Luísa e Nuno Rivera Ferreira 

     

 

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