Festa de São Tiago Menor, Padroeiro da Diocese do Funchal

Festa de São Tiago Menor, Padroeiro da Diocese do Funchal

A diocese e a cidade do Funchal cumpriram hoje, 1 de maio, a tradicional Procissão do Voto ou de São Tiago Menor, desde a Capela do Corpo Santo (na Zona Velha da Cidade), percorrendo a Rua de Santa Maria e arredores, até à igreja do Socorro, terminando com uma concelebração eucarística presidida por D. António Carrilho. O início desta tradição remonta ao século XVI, ao ano de 1521, quando a Madeira foi atingida por um surto de peste. Nesse contexto histórico, São Tiago Menor foi o escolhido como protetor da cidade e padroeiro principal da diocese; realizando-se desde então aquela Procissão com a presença das principais autoridades municipais, civis, militares e religiosas, e muito povo.


Em referência ao significado geral deste acontecimento, o bispo do Funchal destacou a importância da “memória do passado”, mas com repercussões ainda no nosso tempo, como as exigências de um mundo mais “solidário” e pleno de “paz”. Considerou que, a exemplo do que disse São Tiago, “não pode haver dicotomia entre a fé e a vida”, pois, “a vivência da fé abre horizontes novos de solidariedade”, e ao cristão de “fé viva” exige-se que dê à sociedade “um rosto mais humano”, tomando como referência o próprio “rosto  de Jesus Cristo”; ou, como afirmou também nesta linha o Concílio Vaticano II (1962-1965): “A mensagem cristã não afasta os homens da tarefa de construir o mundo, nem os leva a desinteressar-se da sorte dos seus semelhantes”, citou. Lembrou a este propósito o Ano da Misericórdia proclamado pelo Papa Francisco, as suas “palavras corajosas, gestos e testemunhos” em defesa dos mais “pobres, doentes, desempregados e refugiados”.


Neste dia 1 de maio, a Igreja também faz memória de São José Operário. E, nesta celebração, D. António Carrilho alertou para a realidade do trabalho e dos trabalhadores, nas suas “capacidades” e “problemas”, em nome da “realização humana” e do “serviço à comunidade”, para que haja “melhores condições” que respeitem a “dignidade” de cada pessoa, sem esquecer os “desempregados” ou os que andam à procura dos meios essenciais para o sustento das suas famílias.


Ainda nesta data, assinalou-se o “Dia da Mãe”. Para o bispo do Funchal, estas efemérides têm por modelo a “sagrada família de Nazaré” e a Igreja está “atenta” às necessidades e dificuldades com que as famílias se confrontam nos dias de hoje, em particular as “graves ameaças” do “aborto” e da “eutanásia”, como aponta o Papa Francisco na sua recente exortação apostólica “A Alegria do Amor”, recordou D. António Carrilho na homilia.


A missa solenizada na igreja paroquial do Socorro ou de Santa Maria Maior contou ainda com os padres Pascoal Gouveia (pároco local) e António Estêvão (secretário episcopal) e teve a animação litúrgica do Coro de Câmara da Madeira, dirigido pela maestrina Zélia Gomes.

Contactos

Diocese do Funchal
Largo Visconde Ribeiro Real, 49
FUNCHAL
9001-801

 

© 2015 Todos os direitos reservados.

Diocese do Funchal - Gabinete de Informação