Celebração dos 512 anos da morte de Frei Pedro da Guarda

Celebração dos 512 anos da morte de Frei Pedro da Guarda

D. António Carrilho presidiu, quinta-feira (dia 27 de julho), à celebração que assinalou os 512 anos da morte de Frei Pedro da Guarda, no Convento de São Bernardino, em Câmara de Lobos. A celebração contou com a participação de Frei Nélio Mendonça, dos padres diocesanos Miguel Lira e Estêvão Fernandes, e Agostinho Pinto (sacerdote dehoniano), e de algumas entidades oficiais, nomeadamente Natércia Xavier, directora regional da Cultura e António Bruno Coelho, vereador da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, bem como de inúmeros fiéis.
Na homilia, o bispo do Funchal falou da figura de Frei Pedro da Guarda que, “sendo apenas um irmão leigo, sem formação académica especial, nem teológica, brilhou no firmamento de Deus”. Conhecido na Ilha, no país e até fora dele, Frei Pedro da Guarda “dedicou-se intensamente à oração e ao serviço da caridade, dentro e fora do seu convento”. Este filho de São Francisco “exerceu o ofício de cozinheiro, acolhendo as pessoas que de todas as partes da ilha lhe solicitavam ajuda material e espiritual”. A ele estão ligados o milagre do pão, do azeite, do peixe e da carne, multiplicados de acordo com as necessidades da comunidade.
No Convento de São Bernardino, o primeiro Convento Franciscano construído fora do Funchal, Frei Pedro da Guarda “encontrou um espaço de silêncio e de oração, muito propício para a sua índole contemplativa”, mas também para pôr em prática as suas virtudes de dedicação ao próximo. Lembrando “o legado de santidade do seu testemunho que chegou até nós”, D. António Carrilho salientou que “não podemos deixar de rezar pela sua beatificação”. O nosso tempo, disse, “necessita de santos que nos estimulem à santidade e nos ajudem a reconhecer o valor da vida quotidiana, quando esta vida é assumida e penetrada pelo amor de Deus e do serviço do próximo”.
No final da eucaristia os presentes foram convidados a tomar parte na apresentação de uma colecção de postais alusivos ao Convento de São Bernardino, da autoria de David Francisco, e ainda a visitar uma exposição sobre os Tapetes de Flores, do mesmo fotógrafo em conjunto com Pe. Miguel Lira, pároco do Curral das Freiras.
Foi ainda apresentado por Frei Nélio Mendonça, responsável pelo histórico Convento, um desdobrável que ajudará os visitantes a percorrer os diferentes espaços, os quais estão de portas abertas para receber todos aqueles que queiram conhecer o Convento de São Bernardino ou nele desenvolver atividades que se enquadrem na vertente cultural e espiritual do espaço.
Na oportunidade Frei Nélio Mendonça disse ainda que está no horizonte da congregação a “reactivação”, já no próximo ano, do processo de canonização de frei Pedro da Guarda, que apesar de ser conhecido pelos madeirenses como “santo servo de Deus”, ainda não viu a sua causa ser reconhecida pela Santa Sé.
Futuramente, a ordem religiosa pretende ainda instalar naquele espaço um núcleo museológico dedicado à história dos franciscanos no arquipélago.

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