Centenário da morte da Irmã Wilson foi celebrado na Sé

Centenário da morte da Irmã Wilson foi celebrado na Sé

As Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias na diocese do Funchal promoveram, este domingo (16 de outubro), o encerramento do centenário da morte da sua fundadora com uma eucaristia solene na Sé, presidida por D. António Carrilho e concelebrada por mais quatro bispos (D. José Alves, atual arcebispo de Évora, D. Maurílio de Gouveia, D. Montes Moreira e D. Teodoro de Faria) e vários sacerdotes. Madre Mary Jane Wilson, que nasceu na Índia a 4 de outubro de 1840, fundou a congregação na Madeira em 15 de janeiro de 1884 e faleceu no dia 18 de outubro de 1916, no Convento de São Bernardino. A sua obra apostólica foi devidamente reconhecida pela Igreja diocesana e pelo povo madeirense que lhe deu o título de “Boa Mãe”. Também já foi declarada “Venerável” pela Santa Sé e o processo para a sua beatificação/canonização encontra-se já no Vaticano.

Na cerimónia litúrgica de hoje, o bispo do Funchal relembrou a vida e obra de Madre Mary Wilson, o seu “testemunho de santidade” e o “rosto misericordioso de Deus” que sempre expressou “ao longo dos tempos junto dos seus contemporâneos”, a todos levando o “evangelho da alegria”, uma tarefa que considera prioritária, pois, “a Igreja precisa destes testemunhos, pedras vivas, luzeiros da esperança e do amor”, disse na homilia.

Para D. António Carrilho, continua a ser necessário “responder aos desafios do nosso tempo com a mesma fé e a determinação da Madre Wilson”, que tinha “a capacidade de criar e gerir obras de caridade”, com uma “confiança inabalável na providência divina”, a vivência profunda da “eucaristia e da oração”, uma devoção especial a “Nossa Senhora das Vitórias” e um carisma dirigido particularmente aos mais “pobres, doentes, crianças, idosos e necessitados” de “pão, espírito ou cultura”.  A Igreja e a sociedade madeirenses “muito devem” à Madre Mary Jane Wilson, tendo o seu funeral, há cem anos, resultado numa “homenagem” à sua “ação evangelizadora”.

A celebração deste domingo na Sé foi participada por muitos fiéis, religiosas, representantes de institutos de vida consagrada e laical, e algumas entidades oficiais. Na ocasião, e a propósito deste centenário, foi também lida uma mensagem do Papa Francisco.

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