Bispo do Funchal recebe o presidente do Comité Mundial do Escutismo

Bispo do Funchal recebe o presidente do Comité Mundial do Escutismo

O Comité Mundial do Escutismo, com 40 milhões de pessoas e cerca de duas centenas de organizações nacionais, pretende afirmar-se como o “maior” Movimento de “educação não formal” do mundo, na perspetiva de “ajudar a formar cidadãos felizes ativos” e chegar a mais jovens. Este é o propósito de João Armando Gonçalves, o primeiro português a presidir a este organismo internacional desde 2014, para um mandato de três anos, com o lema: mais “envolvimento dos jovens, impacto social, diversidade de culturas, método educativo e  organização interna”.


João Armando Gonçalves encontra-se este fim de semana no Funchal, a participar no Seminário sobre o “Corpo Nacional de Escutas na Madeira (CNE): Que futuro?”,  e nesta sexta-feira (11 de novembro) apresentou cumprimentos ao bispo do Funchal, acompanhado pelo chefe regional do Corpo Nacional de Escutas, Carlos Gonçalves. Em declarações no Paço Episcopal, sublinhou “a visão global e multicultural do Movimento escutista fundado por Baden Powell há mais de cem anos, mas que tem conseguido, com sabedoria e capacidade suficientes, de se adaptar aos mais diversos ambientes”. Atualmente, o Escutismo é o maior movimento de jovens do mundo, com milhões de membros originários de mais de 216 países. Neste contexto, João Armando Gonçalves destaca ainda “essa capacidade de responder às realidades de cada país, junto das comunidades onde está inserido, julgo ser este o traço mais forte, a forma como toca e transforma a vida dos jovens, tornando-os mais sólidos na sua formação, mais resilientes, que não desistem à primeira e que têm recursos para enfrentar situações difíceis, porque  o nosso objetivo é criar cidadãos felizes e ativos.”


O presidente do Comité Mundial do Escutismo reconhece por outro lado que, apesar da “diversidade” que carateriza o Movimento, há desafios comuns a enfrentar, desde logo “conseguir atrair voluntários adultos para o Movimento, educadores, dirigentes, que estejam disponíveis, que vão às periferias”.  Este é um problema que atinge “muitos países do mundo, incluindo Portugal, a Madeira. Em Inglaterra, por exemplo, existem listas de espera de milhares de jovens porque faltam dirigentes adultos, em França acontece o mesmo, esta é uma realidade que se quer ultrapassar, se queremos expandir os 40 milhões que hoje em dia somos em mais de 200 países, para sermos ainda mais, não pelo simples prazer de crescer, mas porque acreditamos que o escutismo visa um mundo melhor e é um grande contributo para a sociedade. Se o escutismo continua atrativo para os jovens, também desejamos que possa atrair os adultos”, considera. “Outro desafio é ter os jovens no centro educativo, contrariamente ao que acontece na educação formal, isto é, num só sentido, em que o professor orienta os jovens; aqui o jovem é o próprio protagonista do seu desenvolvimento, porque ele aprender por aquilo que faz, mesmo errando, e não porque alguém lhe diz”, admite João Armando Gonçalves.


O bispo do Funchal, por seu lado,  expressou a sua “alegria” pela presença do presidente do Comité Mundial do Escutismo entre nós, “um português que projeta junto das instâncias internacionais uma visão integral e global; a sua visita, como experiência vivida e partilhada, interessa a todos, pela diversidade, a multiculturalidade e a unidade que assume,  qualidades que constituem resposta às exigências e necessidades das nossas crianças, adolescentes e jovens e da relação com as próprias famílias”.  D. António Carrilho deixou também uma “palavra de reconhecimento e gratidão à Junta Regional do CNE pela iniciativa do Seminário, porque é importante trazer para entre nós o trabalho de formação que não pode parar.”


O Corpo Nacional de Escutas (CNE-Escutismo Católico) foi criado em 1923 e na Madeira vai celebrar 88 anos de existência no próximo dia 8 de dezembro. Conta atualmente com “cerca de 1.100 filiados, distribuídos por 16 Agrupamentos”.

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