Bispo do Funchal ordenou um novo diácono em vista ao sacerdócio

Bispo do Funchal ordenou um novo diácono em vista ao sacerdócio

"Em tempo de Advento e já perto do Natal, a Igreja não pode deixar de sentir mais viva a consciência da sua responsabilidade de anunciar o Evangelho aos homens e mulheres de hoje, com os seus anseios e dificuldades, dúvidas e problemas, alegrias e tristezas. Compete-lhe colocar Cristo no centro do mundo, deste mundo concreto em que vivemos, com as suas múltiplas e extraordinárias possibilidades técnicas e científicas, mas também com as suas limitações e perplexidades, quanto ao sentido da vida humana e a certos valores do humanismo cristão". A afirmação é de D. António Carrilho durante a homilia que proferiu na eucaristia da ordenação do novo diácono - Carlos Ismael Faria Almada, na tarde deste domingo (18 de dezembro), na Sé, e em que participaram os bispos eméritos D. Teodoro de Faria e D. Maurílio de Gouveia (do Funchal e de Évora, respetivamente), vários cónegos, sacerdotes, seminaristas e muitos fiéis.
"No atual contexto de dificuldades e carências básicas, de preocupações e sofrimento para muita gente, celebrar o Advento e o Natal obriga a Igreja, obriga cada um de nós segundo a própria vocação, a intensificar uma ação de proximidade fraterna, que leve a luz da fé e a coragem da esperança, como testemunho de quem acredita em Jesus Salvador", sublinhou. Neste sentido, "é bom ver o povo cristão a preparar o Natal através dos sacramentos e das missas do Parto", mas é preciso não esquecer que "o melhor presépio está no nosso coração", porque "Deus aproxima-se da humanidade no rosto do Deus Menino, paciente, bondoso e cheio de misericórdia", disse.
A vocação de diácono também foi explicada pelo bispo do Funchal nesta ocasião, salientando que "o diácono na Igreja tem por missão ajudar o bispo e o seu presbitério no serviço da Palavra, do altar e da caridade"; e como “ministro de Jesus Cristo" procura "fazer a vontade de Deus" e agir "com alegria", como "servo", a favor de todos os irmãos. Pertencer à "Ordem dos Diáconos" significa assumir "novas responsabilidades, tanto em comportamentos de vida cristã pessoal como em compromissos de evangelização", pois, "anunciar o Evangelho é apresentar a própria pessoa de Cristo, como Alguém que aponta e abre caminhos de resposta às grandes aspirações e inquietações do coração humano, como Alguém que pode saciar a nossa fome e sede de felicidade", disse na sua mensagem ao novo diácono.
Na homilia, D. António Carrilho agradeceu à família do jovem Carlos Ismael Faria Almada, à comunidade paroquial e responsáveis dos Seminários, todo o apoio dispensado ao longo dos vários anos de formação deste seminarista diocesano, até chegar ao grau de diácono que antecede a ordenação sacerdotal.
Dirigindo-se aos jovens da diocese, o bispo do Funchal pediu que “não tenham medo” de optar por uma vida consagrada na Igreja ou na vida religiosa. “Abri os vossos corações e deixai-vos tocar pelo “sim” da jovem de Nazaré, Maria Mãe de Jesus. E hoje, também, pelo sim deste jovem diácono.   Estai atentos e sede generosos na resposta”,  apelou.

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