Bispo do Funchal celebra Imaculada Conceição na Sé do Funchal

Bispo do Funchal celebra Imaculada Conceição na Sé do Funchal

D. António Carrilho presidiu hoje (8 de dezembro), na Sé, à Solenidade da Imaculada Conceição, uma eucaristia também celebrada pelo bispo emérito do Funchal, D. Teodoro de Faria e vários sacerdotes. Na homilia, destacou a presença histórica da Mãe de Deus no nosso país, como “Rainha e Padroeira de Portugal desde 1646”; na nossa diocese, como "Padroeira de três paróquias - Porto Moniz, Machico e Conceição (Ponta do Sol) e de vinte capelas, construídas desde os tempos do povoamento”; e em toda a Igreja, através do “Dogma proclamado no dia 8 de Dezembro de 1854 pelo Papa Pio IX”.


“É grande a devoção à Imaculada Conceição e são muitas as tradições que lhe estão ligadas, como parte da vida cristã dos católicos e da vida cultural portuguesa”, e uma particular vivência na Madeira. Em tempo de Advento, a “devoção a Nossa Senhora” na nossa diocese ganha relevo com a celebração das “tradicionais Missas do Parto”, que nos “apontam caminhos novos de conversão e vigilância, de intimidade com Deus e de amor solidário para com os mais carenciados”, lembrou o  bispo do Funchal na sua reflexão. Neste contexto, “Advento e Natal” devem merecer da parte dos fiéis uma “atenção mútua, de interesse pela vida e problemas uns dos outros, de maior preocupação na entreajuda e partilha fraterna de bens. A quadra do Natal tem sempre a marca da solidariedade e da fraternidade cristã, que se traduz em gestos concretos de presença e ajuda a quem mais necessita”. Nestas circunstâncias, há que seguir o “modelo de fé e de santidade, de amor e fidelidade a Deus” personificado em Nossa Senhora, “Maria, que nos convida a estarmos atentos à escuta do Espírito Santo”, para uma verdadeira  “caminhada de fé que dá sentido à nossa vida, também nestes tempos de crise e dificuldades atuais”, acrescentou.
Numa referência aos textos bíblicos propostos para este dia da Imaculada Conceição, D. António Carrilho disse que este tempo de “espera” no Natal representa ainda, de modo simbólico, o “cumprimento das promessas da alegria e esperança messiânicas”; a possibilidade de recuperar a “intimidade” e a “harmonia  com Deus, com os outros e com a criação”, afetadas pela “desordem do pecado”,  pela “desobediência” que “havia gerado medo, desconfiança, tristeza e morte”; e a certeza  de que “foi a obediência de Maria que reatou a amizade e a harmonia perdidas”, porque “Deus, na Sua infinita bondade”, nunca “abandona o homem no seu pecado”, mas “vai ao encontro dele com profunda e amorosa preocupação”.

Renúncia do Advento para o Fundo Social Diocesano
A tradicional “renúncia do Advento” será este ano destinada ao “Fundo Social Diocesano”, “fazendo-se a recolha das ofertas nas missas dos próximos dias 7 e 8 de janeiro, com o objetivo de ajudar famílias vítimas dos recentes incêndios”, nomeadamente a “aquisição de equipamentos para as habitações afetadas”, anunciou D. António nesta Eucaristia solene que foi animada liturgicamente pelo Coro da Catedral.

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