A Imagem Peregrina chegou ao Funchal

A Imagem Peregrina chegou ao Funchal

A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima está na Madeira, a partir deste sábado, 13 de fevereiro,  para uma visita de três semanas a todos os arciprestados da diocese, no âmbito das viagens por todo o país e que se destinam a celebrar o centenário das Aparições, em 2017

A chegada ao Aeroporto, pelas 18 horas, a Imagem Peregrina foi testemunhada por centenas de pessoas, com destaque para a presença das principais autoridades religiosas, civis e militares. Viveram-se então momentos oficiais de grande significado, com sinais de profundo respeito e fé pela Imagem que, nos anos de 1948 e 2009, já tinha visitado os madeirenses e aqui deixado muita saudade e especial gratidão, como sublinhou o bispo do Funchal na cerimónia de acolhimento feita na sala VIP do Aeroporto.

 Na saudação, D. António Carrilho salientou ainda a “representatividade” das várias entidades que se deslocaram a Santa Cruz em nome de toda a população para “uma homenagem a Nossa Senhora”, pois, “neste lugar”, disse, “se congregam todos os madeirenses e portosantenses”; e revelou que “esta visita será para todos um momento de muita graça e de grande significado”. Aos participantes nesta breve cerimónia, onde se encontravam os presidentes da Assembleia Legislativa e do Governo Regional, o Representante da República para a Madeira, responsáveis do Aeroporto, o Comandante e tripulação do voo da TAP onde viajou a Imagem de Nossa Senhora, o bispo emérito do Funchal, D. Teodoro de Faria e o arcebispo emérito de Évora, D. Maurílio de Gouveia, o vice-reitor do Santuário de Fátima, padre Vítor Coutinho, o coordenador da visita à nossa diocese, Gerardo Freitas, entre outros, a todos foi oferecido um “terço”.

Presença notória foi ainda a de D. Juliana Soares Espírito Santo que, no ano de 1948, viajou de Lisboa no mesmo barco em que Nossa Senhora veio à Madeira pela primeira vez, o navio Lima. “Nossa Senhora vinha no Lima e o comandante anunciou que o barco ao chegar à Ponta de São Lourenço ia abrandar o andamento para vir encostado à terra”, recordou aos repórteres. “E eram tantas as lanchinhas a acompanhar o barco, até à Pontinha, é qualquer coisa de maravilhoso. Eu tinha 16 anos. E agora volta a ser novamente maravilhoso estar aqui. Nunca pensei voltar a encontrar-me agora aqui, mas Nossa Senhora tem-me ajudado bastante”, disse.

Depois desta cerimónia e já no exterior do Aeroporto, perto da viatura do Santuário que transportaria a Imagem Peregrina até ao Funchal, decorreram outros atos de saudação, outras mensagens; e também atuaram a Banda de São Lourenço (da paróquia da Camacha) e a Classe de Violas da Casa do Povo de Santa Cruz, constituída por 30 elementos, a maioria dos quais crianças, a partir dos cinco anos, que entoaram cânticos marianos.

 Junto ao andor de Nossa Senhora, D. António Carrilho disse que “o povo cristão da Madeira e do Porto Santo está em festa pela presença da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima. Fazemos festa, porque a Mãe está connosco.” E apelou a que “deixemos que Ela entre na nossa vida”, confiando-Lhe “os jovens, os idosos e os doentes, as nossas alegrias, sofrimentos e esperanças”.

Na mesma ocasião, também a escritora Graça Alves exaltou a presença de Nossa Senhora, na certeza de que “a Mãe volta agora sem nunca nos ter abandonado”; e lembrou que, embora sendo ilhas, “fazemos parte de um país que a Senhora escolheu para mostrar os caminhos de Deus”.

Outra mensagem foi deixada pelo padre Vítor Coutinho, vice-reitor do Santuário de Fátima, para quem “é gratificante ver com a Imagem Peregrina tem sido recebida por todo o país. Não há comunidades que não tenham sido tocadas por este acontecimento; estas visitas pelas dioceses têm sido um fenómeno, têm influenciado multidões. Também aqui, na Madeira, Nossa Senhora será recebida com muita fé, alegria, festa, lágrimas, silêncio e oração. Que seja um acontecimento marcante e que possa construir milagres de reconciliação”, desejou.

Após estes momentos no Aeroporto, com centenas de peregrinos e entidades oficiais, seguiu-se o longo cortejo até ao Largo do Colégio, no Funchal, acompanhado por cerca de 600 motards. Ao longo do percurso, muitas outras pessoas saudaram a Imagem com lenços brancos e gestos de alegria.

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