A Cáritas e os incêndios em Portugal

A Cáritas e os incêndios em Portugal

A Cáritas e os incêndios em Portugal

 

Portugal está de novo a viver dias trágicos por causa dos incêndios que têm devastado florestas e habitações, destruindo, às vezes em poucos minutos, o esforço de toda a vida de tantos concidadãos.

A dimensão dantesca que os incêndios atingiram nas últimas horas, em especial na cidade do Funchal, exige gestos concretos que não se podem esgotar em declarações avulsas de responsáveis políticos mas que terão de ser, isso sim, uma demonstração inequívoca de solidariedade nacional, de que nos preocupamos efectivamente uns com os outros.

É nos momentos de infortúnio e nas tragédias que se vê a real dimensão da solidariedade de um povo.

O que está a acontecer é, infelizmente, uma quase rotina. Quase todos os anos, os meses de Verão são marcados por incêndios que destroem parte da nossa floresta e que reduzem a cinzas esta nossa riqueza.

Na origem de muitos destes incêndios estarão, por vezes, actos criminosos. Todos os anos, levanta-se um clamor de justiça perante a quase impunidade em que se assiste a tudo isto.

Há que dizer basta! As autoridades têm o dever de descobrir os responsáveis por estes actos criminosos para que possam ser exemplarmente punidos. Como a Cáritas Portuguesa tem defendido desde há vários anos, é fundamental que a questão da defesa da floresta seja encarada como uma prioridade no nosso país.

Os incêndios não se apagam com discursos nem palavras bem-intencionadas. Acima de tudo, evitam-se. E a melhor forma de os evitar é prevenindo-os.

É sempre mais indolor prevenir um incêndio do que acorrer às chamas quando elas já estão descontroladas com toda a sua capacidade destrutiva. E é seguramente mais barato.

Nesta hora de aflição para os nossos compatriotas no norte do país e em especial na cidade do Funchal, na Ilha da Madeira, a Cáritas, em resposta às dezenas de pessoas que a têm contactado, abriu uma conta solidária com o nome “Cáritas ajuda a Madeira” - 0035 0697 0059 7240130 28, da CGD - para agilizar o apoio de emergência necessário para as populações mais atingidas.

As lágrimas de dor e as palavras sofridas e impotentes de quem tudo tem perdido com os incêndios deste Verão exigem de nós gestos concretos.

A Cáritas Portuguesa deseja também manifestar o seu mais profundo reconhecimento público pelo trabalho generoso e heróico dos Bombeiros que, de norte a sul do nosso país, têm combatido estes incêndios até à exaustão e arriscando, quase sempre, a própria vida. Tudo o que dissermos sobre eles será sempre pouco.

 

Eugénio Fonseca – Lisboa, 9 de Agosto de 2016

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