Imagem Peregrina no Paço Episcopal

04-03-2016 12:08

O Paço Episcopal do Funchal acolheu na noite desta quinta-feira (3 de março) a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, com muitas pessoas a associaram-se a um momento de oração especial, num ambiente de portas abertas, muita luz nos jardins, velas acesas, e ornamentos que convidavam à reflexão. Frente à porta principal do edifício, no quintal, o andor de Nossa Senhora apresentava-se com todo o esplendor, rodeado de muitos olhares e preces. Numa pequena celebração, presidida por D. António Carrilho e com a presença de vários sacerdotes, saudou-se a Mãe que acabava de chegar do Porto Santo, onde ficara durante dois dias, também com grande participação de fiéis.

A meditação proposta para esta ocasião fez-se a partir da leitura bíblica das "Bodas de Caná", com o bispo do Funchal a manifestar o desejo de que "em todas as famílias e em cada casa se possa reconhecer, e contar com a mediação da Mãe de Cristo e nossa Mãe". Naquela festa de casamento são conhecidas atitudes particulares de Nossa Senhora que devemos acolher e dar testemunho, salientou D. António Carrilho: "Ela estava atenta e alertou os criados para a falta de vinho, dizendo "Fazei o que Ele vos disser". Aconteceu então "algo de novo", a transformação da água, que se encontrava em duas "talhas vazias", no melhor vinho, o que significa que "Cristo aponta para uma religião da alegria, aberta à novidade e testemunhada por Maria para o bem de todos. Ela ouviu, viu e agiu", sublinhou. É um exemplo fundamental para o nosso tempo "em que precisamos de dar sentido à nossa vida cristã, com uma fé viva, de atenção aos outros, dando testemunho do amor misericordioso de Deus".

"Neste Ano Santo da Misericórdia, temos este testemunho da Mãe sempre atenta e interventiva, que nos leva até Jesus". E mais do que uma simples "manifestação de fé", esta visita de Nossa Senhora indica-nos "um caminho novo de vida religiosa; há que acreditar, acolher e pôr em prática a misericórdia do Pai, da qual Cristo é o verdadeiro rosto, porque Ele é o caminho, a verdade e a vida que nos conduz realmente ao Pai", acrescentou D. António Carrilho que pediu ainda "maior compromisso na vivência do Evangelho" e orações pelas "vocações sacerdotais, missionárias e religiosas".

No final, muitos expressaram o seu contentamento por este evento com a presença da Imagem Peregrina, em especial residentes nos arredores e vizinhos do Paço Episcopal, alguns dos quais ali estiveram pela primeira vez, tendo duas vizinhas, inclusive, ornamentado o fontanário do Largo Ribeiro Real, com símbolos das aparições e flores sugestivas.

"Foi tudo muito bom, foi uma iniciativa bem organizada e sentimo-nos em família", disseram. "Tenho acompanhado a Imagem Peregrina por todo o lado e posso testemunhar a adesão das pessoas a esta visita, é como uma catequese e um ensinamento que fica para toda a vida". Além disso, "através desta proximidade com Nossa Senhora, ficamos mais perto de Deus, porque Ela é a Mãe que indica aos seus filhos o essencial da fé e o caminho que devemos percorrer até Deus". Por último, o testemunho de alguém que já em 1948 recebeu esta Imagem Peregrina: "Teria uns 13 anos naquela altura e lembro-me bem de ter ido ao encontro de Nossa Senhora com duas catequistas, foi uma grande festa. O encontro deu-se no cais de Câmara de Lobos e foi extraordinário, porque como não havia muita luz pública, os pescadores mostravam os seus archotes e deixavam espaços entre si para melhor iluminar a Imagem. Hoje estou aqui e sinto-me muito feliz. É uma graça esta visita, nunca vou esquecer, apesar de já ter ido a Fátima mais de uma vez. Agradeço aos responsáveis da diocese esta oportunidade".

Nesta sexta-feira (dia 4), a Imagem Peregrina sai do Paço Episcopal logo pela manhã para visitar várias instituições, durante todo o dia, incluindo um momento de oração no Hospital Dr. Nélio Mendonça; e terminando com uma entrada na paróquia da Nazaré para as "24 horas para o Senhor".

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