Imagem Peregrina no Caniço e no Estabelecimento Prisional da Madeira

01-03-2016 08:53

A diocese do Funchal está a viver os últimos dias da visita da Imagem Peregrina de Fátima, no âmbito do projeto nacional para celebrar, em 2017, o centenário das aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria. Desde o passado dia 13 de fevereiro,  os arciprestados da Madeira têm acolhido de forma festiva, e particular veneração, a presença da "Senhora da mensagem".

Os programas celebrativos nas comunidades paroquiais têm registado a participação de milhares de fiéis, faça sol ou chuva, seja nas eucaristias, nas procissões de velas, na celebração do sacramento da penitência e da unção dos doentes. Por toda a parte, a adesão tem sido grandiosa, como manifestação pública da fé cristã e "num tempo de especial riqueza espiritual", pois, esta visita acontece nas "três primeiras semanas da Quaresma e em pleno Ano Santo da Misericórdia", lembra D. António Carrilho que, em conjunto com os bispos das restantes dioceses portuguesas, pede "a todos que acolham a Imagem da Virgem Peregrina com sobriedade e que a visita seja ocasião de solicitude e partilha com os pobres", ao mesmo tempo que seja a imagem da “Igreja em saída”, que vai ao encontro dos seus filhos e filhas em todas as periferias, para lhes levar o anúncio de Jesus Cristo como o único Salvador”.

Neste contexto, no programa desta visita está também prevista a passagem por “locais ou instituições que requerem especiais cuidados", como o Estabelecimento Prisional do Funchal (EPF) que, nesta segunda-feira (29 de fevereiro), recebeu Nossa Senhora de Fátima, num ambiente de "grande emoção", revelou o capelão deste Estabelecimento Prisional, Toni Sousa, que acompanhou a visita com o bispo do Funchal, o pároco do Caniço e das Eiras, Rui Pontes, e o coro do padre Ignácio.

Segundo o padre Toni Sousa, "mais de cento e tal reclusos acolheram a Imagem Peregrina, juntamente com os guardas e outros funcionários; e depois de uma pequena procissão à volta do Estabelecimento, no Polivalente, rezaram a oração do terço em conjunto. Foi muito bom, não esperava tanta adesão, mas sentiu-se que estas pessoas têm Nossa Senhora no coração  e vivenciaram a mensagem de esperança trazida pela Virgem", sublinhou o sacerdote que há muitos anos se disponibiliza para o serviço pastoral no EPF, além de ser pároco do Coração de Jesus (Boa Nova).

Na ocasião, D. António Carrilho apresentou em traços gerais os motivos da visita da Imagem Peregrina às dioceses do nosso país, e em particular à nossa diocese, tendo-se verificado que entre alguns reclusos havia "uma memória viva" da passagem de Nossa Senhora há seis anos atrás". Deixou um apelo "à fé e à oração", com base no que aprenderam, por exemplo, na catequese. Pediu "mais esperança" quanto à situação atual, para que as "experiências negativas" não se repitam, apesar  de se reconhecer que "é preciso aprender com erros", mas se opte por "novos caminhos para um futuro melhor". Tudo isto foi presenciado e vivido num "clima de profundo silêncio e muita emoção".

Nesta terça-feira (1 de março), a Imagem Peregrina despede-se da  paróquia do Caniço (onde chegou no passado domingo) com uma missa às 18 horas presidida por D. António Carrilho, seguindo depois para o Seminário diocesano; e para o Porto Santo na manhã de quarta-feira, a bordo do Lobo Marinho.

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