Dia 18 - Síntese do primeiro dia

18-01-2016 21:33

 

A Igreja e o mundo precisam da "Misericórdia de Deus", esta a tónica das reflexões propostas nas Jornadas diocesanas de atualização para o clero, leigos e consagrados, que hoje começaram no Funchal. Com o tema geral “Aprofundar e viver a Misericórdia”, a iniciativa enquadra-se no "Ano Jubilar” em curso (dezembro de 2015 a novembro de 2016), conforme decisão do Papa Francisco, e conta com a presença de vários oradores. Centenas de leigos e religiosos(as) participam nestas jornadas que decorrem até quarta-feira na Igreja do Colégio, entre as 19h30 e as 21h30.

A sessão de abertura, esta noite, foi presidida por D. António Carrilho que, numa breve saudação, salientou “a palavra de aprofundamento, de fé, dada pelo Papa para este Ano”.

“Esta reflexão”, disse, “introduz-nos no dinamismo da Misericórdia e queremos que se exprima também no quotidiano da nossa vida”. Falou ainda do “dinamismo eclesial, universal e diocesano” sugeridos pelo acontecimento jubilar; e lembrou a propósito os “50 anos do encerramento do Concílio Vaticano II”, assinalados no passado dia 8 de dezembro, na mesma data da abertura do Ano Santo, sinal de “um povo a caminho, uma Igreja em missão, uma Igreja em saída, presente no mundo e na sociedade de hoje”, sublinhou o bispo do Funchal.

As primeiras conferências estiveram a cargo do padre Manuel Morujão (que foi apresentado pelo cónego José Fiel de Sousa, vigário geral e reitor da igreja do Colégio) e versaram a “Misericórdia: presente de Deus para oferecer “; e “Viver e ajudar a viver o Ano Jubilar da Misericórdia”. Para este sacerdote jesuíta e antigo Secretário da Conferência Episcopal Portuguesa, a “misericórdia é um presente de Deus para o repartirmos por todos de forma gratuita”; ainda que “os nossos males, faltas e pecados sejam uma barreira intransponível a Deus, Ele está aberto a perdoar-nos tudo, e sempre, se abrirmos o coração”.

Neste contexto, o padre Manuel Morujão lembrou palavras do Papa Francisco quando diz, na Bula do jubileu (“Misericordia vultus” – “O Rosto da Misericórdia”), que o Ano Santo é “para todos”, “inclusivamente dirige-se aos que vivem em alguma associação criminosa ou vivem no mundo da corrupção; Deus tem sempre aberta a porta da misericórdia”, afirmou.

O diretor da Comunidade dos Jesuítas de Braga falou, por outro lado, da “urgência” em se praticar a misericórdia no mundo atual, que “está cheio” de “anti-misericórdia”, dando como exemplo o “terrorismo, a violência, a falta de diálogos sociais e políticos”, entre muitos outros.

“Acho que a sociedade, os ambientes familiares, as comunidades paroquiais e os movimentos terão imenso a ganhar, com o assumir atitudes mais misericordiosas”, que estão expressas nas conhecidas “14 Obras de Misericórdia (7 espirituais e 7 corporais)”. Daí que “este Ano deva ser um ano de aprendizagem para sermos misericordiosos como o Pai”, acrescentou.
Entretanto, para melhor “Celebrar e praticar a Misericórdia” o padre Manuel Morujão escreveu um livro pastoral, uma espécie de “manual prático que pode ajudar as pessoas a aprofundar o mistério da misericórdia de Deus e a nos animar a sermos sempre mais misericordiosos nas relações com todos.” Uma obra que inclui “Meditações, documentos do Magistério e propostas de celebração comunitária” durante o Ano Jubilar da Misericórdia.

Amanhã, dia 19, o sacerdote jesuíta falará sobre:  a “Reconciliação: sacramento da misericórdia infinita”; e a “Mensagem de Fátima, profecia de misericórdia “.

 

 
 
 

 

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