Despedida do Arciprestado de Santa Cruz e Machico na igreja paroquial do Caniço

01-03-2016 22:51

"Uma Igreja ativa e renovada, penetrante em todos os meios onde cada um saiba viver e testemunhar a sua fé", foi um dos apelos deixados hoje por D. António Carrilho aos paroquianos do Caniço e comunidades vizinhas que, em grande número, participaram na celebração de "despedida" da Imagem Peregrina. A cerimónia serviu ainda de "encerramento da visita" de Nossa Senhora ao arciprestado de Machico-Santa Cruz e contou também com a presença de vários sacerdotes, grupos apostólicos, confrarias e algumas entidades oficiais.

Para o bispo do Funchal, "Nossa Senhora conduz-nos até Deus, mas no mundo de hoje é da nossa responsabilidade levar Deus aos irmãos, para a renovação das paróquias, das famílias e da sociedade, em unidade na diversidade dos carismas, e sem hostilizar a ação da Igreja", afirmou. Assim indica o lema da visita da Imagem Peregrina - "O Imaculado Coração de Maria nos conduzirá até Deus", pelo que "nós não adoramos imagens, antes, veneramos, e nos dirigimos a Nossa Senhora como nossa intercessora junto do Pai, testemunhando a sua mensagem, o amor de Deus e o amor fraterno, pedindo bênçãos para os caminhos da nossa vida", sublinhou na sua intervenção durante a missa, celebrada ao fim da tarde desta terça-feira (1 de março), na igreja paroquial do Caniço.

Lembrou o acolhimento dado pelas dioceses do nosso país à passagem da Virgem de Fátima, como forma de preparar o centenário das aparições em 2017, em particular a "grande adesão da nossa diocese através dos arciprestados, nas igrejas e instituições", referiu. Neste sentido, "é preciso ter mais consciência da sua mensagem, devemos assumi-la com maior compromisso, para que o tempo que nós vivemos seja verdadeiramente tocado pelo mistério de Jesus", acrescentou.

D. António Carrilho, nomeou, por outro lado, vários títulos atribuídos à "Mãe de Deus, nossa Mãe e Mãe da Igreja", em especial no arciprestado de Machico - Santa Cruz que, "das 17 paróquias existentes, 10 delas têm como padroeira Nossa Senhora: do Livramento, da Luz, das Preces, do Amparo, da Graça, dos Bons Caminhos...".

Esta celebração no Caniço, presidida pelo bispo do Funchal, iniciou-se com uma breve procissão no adro, com as confrarias, acólitos e sacerdotes; e a representação de um episódio das aparições, a cargo de crianças/pastorinhos da catequese. Os cânticos foram adequados à circunstância e cantaram-se hinos em louvor de Nossa Senhora, com a entoação de toda a assembleia de fiéis que encheram por completo a igreja do Caniço e espaços à volta do templo. No final, houve a largada de balões e o tradicional "adeus", com muitos lenços brancos e lágrimas".

"A Imagem Peregrina entre nós é como um bálsamo que nos fortalece e dá mais vida, todos sentimos a força espiritual que esta visita deixa a todos os devotos de Nossa Senhora", confessou Isaura Correia. "Nunca é demais agradecer esta oportunidade de termos aqui a Senhora de Fátima. É na verdade um privilégio e o que queremos agora é praticar a sua mensagem que leva até Jesus", disse Laurentina Santos. "Só vendo para crer, toda esta multidão com Nossa Senhora, em toda a parte, é um sinal de Deus para todos, tenho a certeza que ninguém ficou indiferente com esta visita. Saio daqui com mais fé e mais consciência pelo que isto representa e exige de todos nós novas atitudes, mais atenção aos pobres, e uma igreja aberta, em saída, como diz o nosso Papa Francisco", considerou Manuel Nóbrega.

Depois destas cerimónias no Caniço, a Imagem Peregrina passa esta noite no Seminário diocesano; e nesta quarta-feira (2 de março) Viagem no Lobo Marinho para o Porto Santo, onde está prevista uma concentração no estacionamento do Porto de Abrigo, às 11 horas.

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