Despedida da Imagem Peregrina

08-03-2016 16:43

Um mar de gente e de fé inundou a missa de despedida da Imagem 

Peregrina de Fátima da nossa diocese, celebrada neste domingo, 6 de 

março.  A Sé e arredores registaram uma enchente de fiéis, milhares de 

pessoas de todas as idades, que fixaram os olhos comovidos na Imagem 

de Nossa Senhora que, pela terceira vez, esteve entre nós, com muitas 

graças e bênçãos de Deus, como salientou D. António Carrilho na 

homilia.  “Aqui nos reunimos, nesta tarde, em tão grande número, 

vindos de toda a Ilha da Madeira e do Porto Santo, junto de Nossa 

Senhora de Fátima, na sua Imagem Peregrina, na hora da sua despedida e 

regresso ao Santuário da Cova da Iria. É a Mãe que nos congrega, nesta 

catedral, para celebrarmos as maravilhas e a bondade de Deus, 

comungando os mesmos sentimentos filiais de louvor e gratidão pelas 

graças e bênçãos que a Santa Mãe de Deus derramou em toda a nossa 

Diocese, ao longo das três semanas de peregrinação da sua Imagem entre 

nós.”

 

Com o bispo do Funchal, concelebraram muitos sacerdotes e ainda D. 

Maurílio de Gouveia (arcebispo emérito de Évora), D. Teodoro de Faria 

(bispo emérito do Funchal) e D. António Montes Moreira (bispo emérito 

de Bragança-Miranda), numa Catedral habitada por inúmeras preces e 

intimidade filial com a “mensagem de Fátima” que, quase a completar os 

100 anos, permanece atual. “A mensagem de Fátima é de grande 

atualidade pela sua riqueza teológica e espiritual. É um apelo 

evangélico à oração, à conversão, ao amor eucarístico, à adoração da 

Santíssima Trindade e à devoção ao Imaculado Coração de Maria. Peço, 

por isso, a Nossa Senhora que nos acompanhe pelas estradas da vida e 

mantenha sempre acesa em nós a chama da Fé e da Esperança, num 

generoso compromisso de vida cristã autêntica e coerente”, sublinhou 

D. António Carrilho.

 

O ambiente vivido nesta celebração foi grandioso, em todos os aspetos 

da liturgia, e provou uma vez mais o “dinamismo pastoral” vivido desde 

o passado dia 13 de fevereiro na Madeira e no Porto Santo, pois, “a 

presença da Imagem Peregrina trouxe muita alegria e consolação. As 

horas de oração silenciosa e de diálogo íntimo com Maria levaram 

muitos dos nossos fiéis ao dinamismo da reconciliação, à descoberta e 

ao reforço do sentido da vida”. Por toda a parte, viveram-se “momentos 

inesquecíveis de festa, interioridade e expressão cultural, encontros 

e celebrações das comunidades reunidas, tempos de oração pessoal e 

escuta da mensagem de Maria-Mãe”; e “congregaram-se pessoas de todas 

as idades e meios sociais, instituições públicas e privadas, 

sócio-caritativas e culturais, quer a nível regional, quer a nível 

mais local. Nos nossos arciprestados, muitos se relacionaram, 

partilharam generosamente os seus dons e trabalho, uniram-se em torno 

de um mesmo objetivo, fora da rotina quotidiana, interpelando ao 

sentido da vida, a novos comportamentos e compromissos, de acordo com 

a Boa Nova, o Evangelho de Jesus”, recordou o bispo do Funchal.

Na hora do adeus, “passa a Imagem, mas fica a Mensagem, agora mais 

viva e presente no coração de cada crente, estimulando a uma devoção 

filial mais coerente com a fé e comprometida na vida cristã e social. 

Maria leva no seu Imaculado Coração de Mãe os segredos, as lágrimas 

silenciosas, os sofrimentos, as esperanças e as alegrias de quantos a 

invocaram e invocam, com profundo amor e ternura filial”, considerou 

D. António Carrilho.

 

"Há muito que não vivia uma situação destas, com milhares de pessoas e 

muita fé, é extraordinário como Nossa Senhora cativa os crentes, é um 

bálsamo para a alma, sem dúvida", disse Alexandra Caires que não 

conseguiu entrar na Sé, mas participou na cerimónia de despedida, de 

pé, como tantos outros que foram despedir-se da Imagem Peregrina. Foi 

também o caso de Juvenal Freitas, para quem "ter a Mãe entre nós é 

sempre um facto que nos transcende e dá-nos mais força para, como 

cristãos, sermos mais empenhados e testemunhas verdadeiras da sua 

mensagem e do amor de Deus". Outro depoimento, de Amaro Rodrigues, 

garante que "quando se fala de Nossa Senhora não é preciso fazer 

muitos convites, todo o povo corre atrás d'Ela e todo o mundo para". 

Assim aconteceu há seis anos e em 1948, quando a Imagem Peregrina veio 

pela primeira vez à Madeira, lembra-se bem Conceição Vieira Sousa: 

"Estava no Porto da Cruz e devia ter sete anos, estava com sarampo, 

mas o nosso desejo de ver Nossa Senhora era tão grande, entre crianças 

e adultos, que uma tinha minha embrulhou-me numa colcha vermelha e lá 

fomos todos ver passar Nossa Senhora. A veneração foi tão grande que 

essa vivência ficou por muitos anos entre a população. E agora, é o 

que se vê, o acolhimento e a despedida em grande, não há mais nada a 

dizer a não ser agradecer ao Santuário e a todos os que organizaram 

esta possibilidade de termos a Senhora de Fátima na nossa diocese".

 

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