Celebração de despedida da Imagem Peregrina do Arciprestado da Ribeira Brava

21-02-2016 21:49

Milhares de pessoas participaram hoje (21 de fevereiro) numa celebração, no adro e arredores da igreja paroquial da Ribeira Brava, para o adeus à Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, a mesma Imagem que já tinha pernoitado nesta igreja, a 8 de abril de 1948, por ocasião da viagem da Virgem Maria pelo mundo. A cerimónia desta tarde ficou assinalada com uma eucaristia presidida por D. António Carrilho e celebrada por vários sacerdotes do arciprestado da Ribeira Brava e Ponta do Sol.

“A visita da Imagem Peregrina nestes dias é um acontecimento que toca os corações, como se tem visto desde a sua chegada, no dia 13, passando pelo acolhimento no Largo do Município, no Funchal, e pelas comunidades por onde tem passado até agora”, lembrou o bispo do Funchal. A sua “presença” e “mensagem” constituem “um alerta, uma chamada de atenção para colocarmos em prática o que está contido na boa nova do Evangelho e nos ensinamentos de Jesus”, particularmente neste “tempo da Quaresma que estamos a viver”, sublinhou D. António Carrilho na homilia.

“Fátima tem muito a ver com a Quaresma, pois, esta é também um convite à meditação da Palavra de Deus, à oração, à penitência e à reconciliação”, disse em referência às leituras deste domingo, tendo ainda apelado a “uma fé firme, comprometida, que passe pelo aprofundamento da Palavra e pelo espírito de caridade. A identidade cristã é amor/caridade, é amor/serviço, como nos pede a mensagem de Fátima; e o mundo espera de nós uma sociedade nova, com mais justiça e paz”, acrescentou o bispo do Funchal, lembrando ainda a realização da Semana da Cáritas que decorre agora na Igreja em Portugal, com o lema: “Cáritas, coração da Igreja no mundo”.

A despedida da Imagem Peregrina registou momentos de grande emoção por parte dos fiéis presentes, na procissão com velas e lenços brancos, e no desejo de estar mais perto do andor daquela Imagem que alguns já conheceram ainda novos, como era o caso de Matilde Gonçalves, agora com 90 anos de idade, e que na primeira visita, em abril de 1948, também ali estava presente, “com muita gente, tudo muito bonito e todos vieram para um milagre”, recordou com enorme saudade e a vontade de ir junto da Imagem, próximo do altar, o que conseguiu. O mesmo sentimento teve Caridade Ramos, de 81 anos de idade (em 1948 tinha 13), cuja “memória de Nossa Senhora não esqueço, é a mesma que hoje está aqui, lembro-me bem da multidão dessa altura”.

Após esta missa na Ribeira Brava, a Senhora de Fátima partiu para o arciprestado da Calheta, passou pelos Canhas, rumo à igreja paroquial do Atouguia, acompanhada pelo bispo do funchal e por muita gente, numa autêntica peregrinação de fé, com outros milhares ao longo das estradas, as casas iluminadas e velas acesas por todos os lados do caminho a percorrer.

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