A Imagem Peregrina em São Vicente

26-02-2016 08:33

A igreja paroquial de São Vicente acolheu na tarde desta quinta-feira (25 de fevereiro) a cerimónia de despedida da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima que esteve de visita, durante dois dias, ao arciprestado de São Vicente/Porto Moniz. A celebração eucarística foi presidida por D. António Carrilho e contou com vários sacerdotes. A participação de fiéis foi grande, vindos de várias comunidades deste arciprestado e outras, destacando-se ainda a presença de entidades oficiais, num ambiente litúrgico de profundo respeito. O mesmo já tinha acontecido na chegada, na passada quarta-feira à noite, com a procissão de velas, momentos de oração a cargo de diversos grupos, das crianças e jovens da catequese, das escolas,  e na celebração para idosos e doentes com três centenas de pessoas.

“Foi tudo muito bom e importante, a nossa comunidade juntou-se toda em volta de Nossa Senhora, também veio muita gente de outras paróquias, vivemos tudo com uma alegria diferente na alma e sentimos que estamos mais perto de Deus. Todos se empenharam, essa é a verdade, e a mensagem de Fátima foi bem entendida”, confessou emocionada Filomena Silva. Esta opinião foi confirmada por tantos outros através de um simples olhar e gestos de oração, como Maria Caldeira que apenas expressou o lamento de esta ser “a última vez em que vejo a Imagem Peregrina na nossa terra, Deus sabe quando a tornarei a ver porque já tenho muita idade. Mas digo, de todo o coração, Nossa Senhora é nossa Mãe e quando lhe falamos mais perto ficamos de Nosso Senhor. Lembro-me de outros tempos, mas como desta vez, nada igual, dou graças a Deus por esta oportunidade e que Ele dê muitas bênçãos a quem a trouxe até aqui, de tão longe”.  De muito longe também veio António Fragoso, um continental de férias na Madeira, em viagem por São Vicente e para quem “podemos dizer que agora é que se vê como todos os caminhos vão dar a Fátima. Foi uma boa ideia o santuário e os bispos portugueses terem decidido estas peregrinações para assinalar o centenário das aparições, porque assim todos podem participar no acontecimento e vivenciar a Mensagem de Nossa Senhora no país inteiro, revivendo a tradição e devoções muito importantes”, referiu.

Na sua homilia, o bispo do Funchal referiu-se também à vivência especial da fé cristã que, para além da crença, dever ser “testemunhada”, apoiada nos “ensinamentos de Jesus”, atenta aos outros como Maria que, nas bodas de Caná, disse “fazei o que Ele vos disser”. Também “hoje Ela continua a nos dizer isto, que estejamos atentos à Palavra do Senhor para interiorizar esta mesma Palavra e depois a exteriorizarmos. Não basta dizer creio, tenho fé, é preciso também viver, dar a conhecer e testemunhar os ensinamentos de Jesus. E Nossa Senhora alerta-nos para isso. Ela “leva-nos até Jesus, nosso Salvador”. E porque disse “sim” a “uma missão”, foi “escolhida por Deus para que o Messias viesse ao mundo”, esse é “o grande dom, a grande dádiva que Nossa Senhora nos deu”, sublinhou.

O apreço e a veneração por Nossa Senhora estão bem impressos na alma do povo madeirense, lembrou ainda D. António Carrilho ao nomear as diversas paróquias que A escolheram como padroeira, nomeadamente no arciprestado de São Vicente/Porto Moniz:  Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora da Encarnação, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Saúde, Nossa Senhora da Paz, Imaculado Coração de Maria, Santa Quitéria e Nossa Senhora do Livramento.

A  Imagem Peregrina despediu-se de São Vicente de forma festiva, entre aplausos, flores, velas acesas e lágrimas. O caminho a seguir, acompanhado por uma caravana de automóveis, era agora o arciprestado de Santana, onde chegou já noite ao Parque Temático, dirigindo-se depois em procissão para a igreja paroquial de Santana, onde ficará até sábado à tarde.

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